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Mafalda Veiga

 
Mafalda Veiga
 
Biografia
 
Com apenas 21 anos, em 1987, Mafalda Veiga lançou o seu primeiro álbum, “Pássaros do Sul”, produzido por Manuel Faria (membro do grupo Trovante), chegando até nós com singles como “Planície” e “ Restolho”. Foi o início do seu percurso musical, em que cativou um público que se viria a revelar invulgarmente fiel.

Um ano depois, Mafalda reapareceu com o álbum “Cantar”, contando com a mesma produção.
Nos quatro anos seguintes, Mafalda Veiga cantou um pouco por todo o país, tendo sido convidada em 1991 para participar nos derradeiros espectáculos dos Trovante, em Sagres e nos Coliseus de Lisboa e Porto.
Em 1992 regressou aos estúdios para gravar “Nada se Repete”, novamente produzido por Manuel Faria e co-produzido por Amândio Bastos, contando com a participação especial de Luís Represas que, para além da autoria de uma letra, gravou em dueto o tema “Fragilidade”, uma das músicas mais bonitas deste álbum. Mafalda apresentou este disco em dois espectáculos inesquecíveis enchendo o Teatro São Luiz, em Lisboa.
Em 1993 e 1994, para além de realizar concertos por todo o país, Mafalda Veiga esteve também por duas vezes em Cabo Verde e em Macau, no Teatro D. Pedro V.
Em 1996, “A Cor da Fogueira” surgiu com uma nova musicalidade, com uma produção extremamente cuidada e sensível a cargo de José Sarmento. Um álbum que começaria desde já a marcar uma nova fase na música da Mafalda e que manteve o público mais atento ao que estaria para vir. Neste mesmo ano, envolvida em sonoridades apaixonantes, a cantora e compositora encontrou-se com este mesmo público num espectáculo no CCB. Músicas como “O Lume” marcaram uma nova época, com uma voz mais firme, em que as palavras se ligaram a momentos da vida com que tantos se identificam.
Em 1998 apresentou-se com concertos acústicos a trio. No mesmo ano, por ocasião da exposição Mundial que teve lugar em Lisboa, realizou um espectáculo na Praça Sony inserido no projecto “Afinidades” onde contou com a presença do seu convidado especial, o cubano Raúl Torres.
Em 1999 é editado “Tatuagem”, marcando a entrada da cantora no selo Popular, da Valentim de Carvalho. A produção ficou a cargo de Manuel Paulo Felgueiras, membro do grupo Ala dos Namorados. Tal como Mafalda afirma, trata-se de “um disco muito mais maduro”. É evidente, na sua escrita, uma profunda atenção aos detalhes do dia-a-dia com os quais o público se identifica o que torna a sua música sempre tão especial. Deste álbum, disco de prata, destaca-se o single “ Tatuagens”, em dueto com Jorge Palma, e ainda o tema “No Rasto do Sol”. “Tatuagem” foi a base do reencontro de Mafalda com o público. O grande auditório do CCB esgotou por duas vezes, em Maio e Outubro de 2000, facto que veio a motivar a sua primeira produção no Porto, no teatro Rivoli. Destes concertos, recheados de momentos marcantes em que a cumplicidade e proximidade entre público e cantora são constantes e relevados na sua forma natural, resultou o álbum “ Mafalda Veiga ao Vivo”, disco de platina.
O Clube de Fãs da Mafalda Veiga foi criado após o concerto de 21 de Outubro em Lisboa. Simultaneamente, surge a primeira versão do site, concebido e realizado exclusivamente pelo Clube ( e que é hoje em dia a Página Oficial da Mafalda ) onde divulgam e apoiam o seu trabalho de forma incondicional, permitindo que lá se encontrem e troquem ideias e histórias todas as pessoas que com eles partilham a paixão pela sua música.
O ano de 2000 terminou com a composição de quatro temas originais para a novela “Olhos de Água”, transmitida pela TVI.
Em 2002, Mafalda Veiga apresentou dois tipos de concerto distintos: Uma Noite para Partilhar e Vestígios, baseado num conceito intimista idealizado para salas mais pequenas. O Clube de Fãs esteve presente na maioria destes concertos, seguindo estrada fora e conhecendo os muitos fãs que se espalham pelo país.
Neste ano, Mafalda Veiga participou no mais recente disco de André Sardet no tema “Hoje Vou Ficar”. No mês de Novembro cantaram-se os parabéns pelos 15 anos de carreira que Mafalda completou.
Ainda em 2002, o tema “No Rasto do Sol” é escolhido para integrar a banda sonora de uma novela da Rede Globo de Televisão (Brasil) intitulada “Sabor da Paixão”. Em Janeiro de 2003, Mafalda é convidada a deslocar-se ao Rio de Janeiro para participar em dois episódios da novela, interpretando ao vivo algumas das suas canções. A acompanhá-la estiveram o guitarrista António Pinto, que tem sido desde há longa data o director musical da sua banda, e o baixista brasileiro Artur Maia.
Em Março de 2003 surge o sétimo disco da carreira de Mafalda Veiga, “Na Alma e Na Pele”. Este trabalho conta com a produção do ex-baixista dos Silence 4, Rui Costa. O álbum é constituido por onze canções originais onde se destacam o single de apresentação, “Uma Gota”, e o tema “Cúmplices” dedicado ao Clube de Fãs e conta também com uma faixa interactiva com imagens de estúdio e um filme brilhantemente concebido e desenhado pela Joana Miguéis que ilustra a história da canção “O menino do piano”.
O concerto de apresentação do álbum, realizado no dia 8 de Março – precisamente uma semana após o lançamento do mesmo – teve lugar no auditório Olga Cadaval, em Sintra, com sala esgotada e uma grande e muito empenhada participação do clube de fãs. Nesse concerto foram introduzidas no espectáculo as primeiras projecções em vídeo e as primeiras experiências de um cenário virtual que seria amplamente desenvolvido nas grandes produções. “O menino do piano”, com a projecção do respectivo filme, deu lugar a um momento de emoção inesquecível.
Durante o ano de 2003, foram realizados concertos por todo o país que culminaram com as produções no Coliseu dos Recreios em Lisboa. Tendo primeiramente pretendido realizar uma única data – 4 de Outubro – a Oficina da Ilusão (agência da Mafalda), ao ver esgotada a lotação do Coliseu com sensivelmente duas semanas de antecedência, decidiu realizar outro concerto, no dia 5 de Outubro, que também esgotou.
Para além de terem preparado um espectáculo exclusivo e muito cuidado para essas noites, não só musicalmente mas a nível de cenário (baseado em projecções e animações em vídeo), a Mafalda e a sua equipa tiveram como convidado especial o saxofonista Edgar Caramelo. Os concertos foram gravados para a realização de um DVD e foram um enorme sucesso.
Em Novembro, Mafalda Veiga participou no projecto “A cantora, o compositor, o estilista e o convidado dela” para o qual preparou um espectáculo de homenagem a um dos compositores que mais admira, Jorge Palma. Para tal, contou com a colaboração da estilista Maria Gambina e teve como convidado o realizador João Carrilho que concebeu e preparou cinco filmes a ilustrar algumas canções. Ambas as colaborações foram muito aplaudidas bem como os novos arranjos e a interpretação extremamente afectiva que a Mafalda e os músicos deram às canções do Jorge Palma. De novo, as salas onde se realizaram estes espectáculos - Rivoli no Porto, e Grande Auditório do CCB em Lisboa - , esgotaram com antecedência e contaram com públicos fantásticos e muito entusiastas, tal como tem acontecido sempre.
Em 2004, a banda, cuja direcção musical é de António Pinto ( guitarras acústica e eléctrica ), é integrada também por Filipe Raposo ( piano e acordeão), João Barbosa ( guitarras eléctrica e acústica), Nuno Allan ( baixo eléctrico e acústico ) e Vicki ( bateria e percussões. Sempre que as condições dos locais dos concertos o permitem, o espectáculo conta com projecções concebidas para cada uma das canções, sendo criado um cenário virtual de grande impacto, pela profunda relação das imagens com a música.
No âmbito das Festas da Cidade para o Euro 2004, Mafalda teve o prazer e a honra de fazer a primeira parte do concerto de Suzanne Vega, tendo sido muito calorosamente recebida pelas mais de quinze mil pessoas que assistiram ao seu concerto e cantaram com ela a maior parte das suas canções.
Em Junho deste ano, a TV Globo voltou a integrar uma canção de Mafalda Veiga (“Gente perdida”, do disco “Tatuagem” ) na banda sonora de uma nova novela, “Senhora do Destino”, que estreou no fim desse mesmo mês no Brasil e que é presentemente transmitida em Portugal. Grandes nomes da música brasileira integram também a banda sonora desta novela, tais como Simone, Maria Rita, Zélia Duncan, Djavan e Rita Lee.
A 9 de Outubro é a vez do Coliseu do Porto, com a participação do cantor Miguel Guedes (vocalista dos Blind Zero) e do saxofonista Guto Lucena. Sem dúvida, o culminar de um momento há muito esperado pelo público e pela compositora, que obriga à abertura da totalidade da sala, quando inicialmente a produção do espectáculo previa abrir, apenas, meia sala.
O ano termina com a edição do DVD, do segundo concerto realizado no Coliseu dos Recreios de Lisboa, a 5 de Outubro de 2003, que inclui vários extras, como o making do Coliseu e outros momentos de “estrada”, animações concebidas para ilustrar algumas canções e um excerto do espectáculo “A cantora, o compositor, o estilista e o convidado dela”, realizado em Novembro do mesmo ano , no CCB.

Também em Dezembro, a Quasi Edições lança o primeiro Songbook de Mafalda Veiga, reunindo as letras e cifras de 16 canções escolhidas de cada um dos seus discos.

Em 2005, é editado também pela Quasi Edições, o seu primeiro conto infantil “O carocho pirilampo que tinha medo de voar”, integrado na colecção “Tempo dos mais novos”, feita em parceria com o Jornal de Notícias.

Dos concertos realizados durante o ano, destacam-se os Concertos Íntimos na Terceira e em S.Miguel, as Queimas das Fitas de Vila Real e de Lisboa, a participação no Optimus Open Air tendo como convidados Pedro Granger e João Pedro Pais, a reabertura, em Coimbra, do Jardim da Sereia, onde também teve como convidado André Sardet, e o tão especial encontro com o público entusiasta e numeroso com quem ano após ano o concerto no Casino Estoril se tem transformado sempre numa data marcante e inesquecível.

No dia 20 de Outubro, Mafalda Veiga recebe o Prémio Carreira Prestígio da Rádio Central FM de Leiria, pela mão do Governador Civil de Leiria que lhe dirige as seguintes palavras “ … ouvir as músicas da Mafalda torna o Mundo melhor… “, visto o mote da XIII Gala da Rádio, este ano realizada no auditório Paulo VI em Fátima, ser “ Por um mundo Melhor”. Ao longo destes 13 anos, a referida rádio atribuiu o mesmo prémio a grandes personalidades, tais como Teresa Guilherme, José Mário Branco, Sérgio Godinho, Rui Veloso e Carlos do Carmo, sendo Mafalda Veiga a mais jovem premiada.

Em 2006, Mafalda Veiga está um pouco mais afastada dos palcos, dedicando-se essencialmente à composição e preparação do seu próximo disco de originais, cuja edição se prevê para final do corrente ano.

 
Contactos:
E-mail para espectáculos:
anamoitinho@oficinadailusao.com
 

Dulce Guimarães

Popular
Dulce Guimarães
 
Apresentação


Dulce Guimarães estreou-se nos palcos em Setembro de 1978 como actriz de revista. Fez parte duma “fornada” de vários nomes que tal como ela, continuam hoje a ocupar um merecido local de destaque, Carlos Cunha, Carlos Areia, Fernando Mendes e Camacho Costa.
Durante treze anos integrou o elenco de muitas revistas e comédias:- “1926 noves fora nada” ao lado de nomes como Henrique Viana e Francisco Nicholson.
No Teatro da Trindade com nomes como Nicolau Bryner, António Calvário e Carlos Quintas, de quem, até hoje ficou amiga do fundo do peito a ponto de o vir a convidar dezasseis anos mais tarde para ser ele o padrinho do seu filho, faz uma Opereta:
- “Invasão” do grande empresário teatral Sérgio de Azevedo
Já no Parque Mayer a convite de Vasco Morgado faz:
- “Não deites Foguetes” com Camilo de Oliveira, Carlos Quintas, Ana Zanaty e Cidália Moreira.
-“Catraias e Vinho Verde” com Carlos Coelho, Anita Guerreiro e Delfina Cruz
-“Óh Zé Arreganha a Taxa” que lhe dá o prazer de contracenar com Júlio César e Camacho Costa, com quem criou laços de verdadeira amizade
E no Teatro Monumental faz:
-“A Gravata” integrando um elenco verdadeiramente de luxo, se não, vejam; Ribeirinho, Paulo Renato e Nicolau Bryner, juntos em palco…
De volta ao Parque Mayer:
-“Um Coronel em dois actos” protagonizada por Camilo de Oliveira e o prazer de conhecer um colega que considera um ser humano de excepção, António Feio.
E volta a sair do Parque Mayer para dar um “pulo” de dois anos em cena com Raul Solnado e Rui Mendes no teatro Vilaret em:
-“Super Silva” um verdadeiro sucesso de bilheteira e de gargalhada, daí os dois anos em cena!
Para voltar a seguir ao Teatro Monumental ao lado de Laura Alves e fazer com ela a derradeira das peças que essa grande actriz representou: -“Pai Precisa-se”
De novo no Parque Mayer com José Viana, Camacho Costa e Carlos Areia, fez: -Festa no Parque”
Volta a sair do parque para, com Ivone Silva e Camilo de Oliveira no teatro Laura Alves fazer a revista que lhe deu o troféu Nova Gente para melhor actriz do ano: -“Cá estão eles”
Surge então o convite para fazer a peça que mais prazer lhe deu, no Casino Estoril com a grande Bibi Ferreira e uma equipa enorme de muito bons actores, Carlos Quintas, Henriqueta Maia, Helena Isabel, Luís Esparteiro, Diogo Dória e muitos outros, sobe a cena :-“Piaf” a vida dessa grande cantora e a qualidade da produção do espectáculo a cabo do casino Estoril, encantaram Dulce Guimarães, e talvez por isso, foi tão difícil para a actriz conviver bem com uma produção pobre no teatro ABC: -“Ai Cavaquinho”
É que é difícil passar de cavalo para burro…
Paralelamente, durante esse período participou também em duas das primeiras telenovelas feitas em Portugal: “Origens” e “Passerelle”.
Em 1990 dá-se a sua passagem para o mundo da música, e a convite da editora Vidisco grava o seu primeiro CD “Casa Branca”, um disco produzido por António Pinto Basto e com instrumentistas como José Luis Nobre Costa, Francisco Gonçalves e o professor Joel Pina, onde Dulce Guimarães gravou acompanhada á guitarra portuguesa onze temas de Carlos Paião.
O êxito desse disco foi ENORME, não só ao nível de discos vendidos, como de espectáculos e Dulce Guimarães começa assim a percorrer o país levando o seu espectáculo de norte a sul e deslocou-se a praticamente todos os países do mundo onde existem comunidades portuguesas, África do Sul, Venezuela, Estados Unidos da América, Austrália e praticamente toda a Europa onde há portugueses.
“ Casa Branca” mereceu ainda o prémio de “Melhor Disco de Autor” atribuído pela Rádio Renascença, desse ano.
Mas, indubitavelmente, o melhor prémio que Dulce Guimarães recebeu foi o enorme aplauso do público.
“ Ansiedade”, o disco seguinte, também produzido por António Pinto Basto, é mais uma inovação, musicalmente falando, por trazer para a guitarra portuguesa temas estrangeiros e tão universais como o próprio “Ansiedad” de Nat king Colle, que deu nome ao disco, “Bom Dia Tristeza” de Isabel Pantoja ou “Estranha Loucura” de Alcione.
Voltou a inovar, a surpreender e talvez também por isso, voltou a ser um sucesso.
O nascimento do seu único filho levou Dulce Guimarães a fazer um interregno de três anos na gravação de discos, para que, como ela própria gosta de dizer: poder dedicar-se á sua “melhor produção“, o António Maria.
Para seu grande espanto, quando em 1996 faz o lançamento do “Naquela Noite”, o publico recebe-a como se esse interregno não tivesse existido.
O público não a esquecera!!!
Surge, então um novo desafio na carreira de Dulce Guimarães, a Rádio renascença convida-a a apresentar um programa de três horas diárias “Estação de Serviço”, seguramente um dos mais antigos e carismáticos programas da estação.
Dulce Guimarães, estreia-se nervosamente e começa a pouco e pouco a dominar o mistério da rádio com a mesma facilidade que até aí dominara um outro tipo de plateias, bem diferentes, bem mais presentes, bem mais próximas pelo contacto visual que a rádio não permite, pela simples razão de ter escolhido como forma de fazer rádio, a sua forma de estar no palco, a autenticidade, ás vezes mesmo quase transparência.
O horário, a madrugada, permite-lhe uma fidelização de ouvintes que os horários do dia, em rádio, não permitem e assim transformou as madrugadas da RR num verdadeiro ponto de encontro de “amigos” de troca, de partilhas de experiências e até de entre ajuda.
Escolhe um dia da semana para fazer do programa um programa temático e lançando o tema à discussão no início do programa a afluência de chamadas transmitindo, sobre o tema as mais diversificadas opiniões, é enorme bem como as audiências do programa.
De salientar que, ao longo dos quase dois anos que esteve em antena, nunca, nem por uma única vez, Dulce Guimarães usou o seu programa para divulgar algum dos temas de algum dos seus CDs editados até então, tendo, sempre que lhe era pedido pelos ouvintes para tocar esta ou aquela canção de Dulce Guimarães, optado por indicar ao ouvinte que esperasse por outro horário para fazer o pedido pois para ela era ponto de honra não usar o seu programa para se auto promover.
Digno de registo em nossa opinião.
Em 1998 grava “Foi por Amor” disco produzido e orquestrado pelo Maestro José Marinho. É um disco muito mais popular com letras e músicas de António Sala, Jorge Fernando, Toy, Carlos Alberto Vidal e António Pinho. A música popular tem a maioria do espaço neste disco, onde os temas românticos não ocupam mais do que três ou quatro faixas.
Seguiu-se o CD “Com Muuuito Amor“, é o disco que transforma o espectáculo da artista, num espectáculo ainda mais, se possível, num momento de ENORME comunicação! Mais do que um espectáculo, ele é agora UMA FESTA!!! As canções que o compõem, maioritariamente de Ricardo Landum, propiciam que tal aconteça, pois também elas são canções de festa, de muita alegria, ritmo e por isso, contagiantes.
O contacto com o publico durante o espectáculo, é uma constante em todas as actuações de Dulce Guimarães e isso tem a ver não só com o enorme prazer que Dulce Guimarães tem em comunicar, como ainda com a experiência por ela adquirida durante os treze anos em que Dulce Guimarães foi actriz de revista, um género teatral iminentemente popular e de permanente contacto com a plateia.
Chega o ano de 2003 e para assinalar os 25 anos de carreira, Dulce Guimarães edita o CD “Dulce Guimarães 25 anos”, um disco em que todas as canções gravadas com uma nova roupagem, musicalmente falando, têm mais de 25 anos, as chamadas Melodias de Sempre, como por exemplo: “Lavadeiras de Caneças” , “Óh Zé Aperta o Laço” , “Dia da Espiga” e até a velhinha “Canção do Futebol” uma canção com 73 anos, imagine-se, de Beatriz Costa e António Silva que relembra parodiando a “cavazada” de nove a zero que a nossa selecção de futebol levou da selecção espanhola no muito remoto ano em que foi gravada.
Com o Euro 2004 à porta, essa canção caiu como sopa no mel e não havia semana em que, durante o Euro 2004, Dulce Guimarães não estivesse num dos muitos programas que os diferentes canais televisivos, iam fazendo a propósito de mais um jogo da nossa Selecção, de mais uma vitória.
E foram tantas…
Esse disco foi para o público um presente, presente esse que Dulce Guimarães quis dar ao público que lhe deu fidelidade ao longo desses mesmos 25 anos e eles gostaram do presente, gostaram sobretudo porque ao vir para o palco, proporcionou um espectáculo em que toda a segunda parte era cantada em conjunto com a plateia. Todos sabiam de cor aquelas canções, todos tinham prazer em relembra-las em voltar a ouvi-las, agora de cara lavada e também em voltar a canta-las.
E era bonito aquele coro entre palco e plateia, era gratificante e essa era a retribuição que Dulce Guimarães recebia daqueles a quem tinha presentiado e de quem tanto gosta, o público!
Juntou-se agora a uma equipa com muitos km de músicas de experiência, a “Espacial” uma editora com uma panóplia imensa de artistas e sobretudo de sucessos, prova inequívoca de que sabe o que faz, porque os sucessos não caiem do céu, conquistam-se, procuram-se, criam-se, quando se acredita na hipótese de os conseguir e se perseguem.
“ Estúpido” é o nome escolhido para o CD, um titulo polémico, certamente, mas julgamos que certeiro! (texto de 2008)


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dulce@dulceguimaraes.pt


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Jacinta

Jazz
Jacinta Jazz
 
Apresentação

 

“A sua abordagem da música é absolutamente adulta e madura. Jacinta é uma cantora assertiva, sólida, com expressividade e sentido musical excelentes.” - Miguel Gaspar, All Jazz
Aclamada na crítica portuguesa pela sua “voz quente, redonda, possante” (Miguel Soares, Comércio do Porto), Jacinta recebeu o prémio “Músico Revelação 2001” do programa Cinco Minutos de Jazz (Antena 1, desde 1966) e foi referida como ‘A cantora de jazz portuguesa’, por José Duarte.
“ Segura, conhecedora” (Emanuel Carneiro, Jornal de Notícias), Jacinta transmite emoção e garra no timbre da sua voz, complementando-a com um swing sólido e natural.
Impressionante intonação e comando vocal destacam-na entre cantores de jazz. Jacinta deu os seus primeiros passos artísticos através do estudo da música clássica em piano e composição, percurso pouco comum numa cantora de jazz. Integrou vários grupos como cantora e instrumentista, chegando a liderar um grupo de rock sinfónico.
No entanto e' no mundo do jazz que a sua energia musical encontra plena expressão.
Aos 22 anos uma excelente actuação de jazz vocal no programa Chuva de Estrelas impulsionou a sua carreira como cantora, tendo sido solicitada para inúmeros concertos a partir de então. Em 1997 Jacinta mudou-se para Nova Iorque para frequentar a Manhattan School of Music, onde foi premiada com bolsa de estudos para realização de Mestrado em Jazz
Vocal. Ainda em Nova Iorque, Jacinta participou em workshops por grandes nomes do jazz contemporâneo, como Maria Schneider, Ed Neumeister, Mark Murphy, Dave Holland e Annie Ross. Prosseguiu estudos de improvisação com Chris Rosenberg da banda de Ornette Coleman, e de interpretação estilística com Peter Eldridge dos New York Voices.
Jacinta começou a cantar profissionalmente em Nova Iorque, deslumbrando o público com o seu estilo enérgico.
Mais Tarde, durante os quatro anos em que residiu na área de São Francisco, Califórnia, Jacinta actuou profissionalmente em vários projectos musicais apresentandose também em grandes clubes de jazz de renome mundial como Kimball’s East e Yoshi’s.
Em 2001, a convite do trompetista/produtor Laurent Filipe, Jacinta apresenta-se ao vivo com o projecto Tributo a Bessie Smith.
Após a sua aparição em publico, Jacinta foi considerada pela crítica Portuguesa como “ uma das grandes vocalistas do momento” (Rodrigo Affreixo, Blitz), tendo “uma presença em palco cheia de confiança e à vontade” (António Rúbio, Correio da Manhã), e como possuidora de uma “voz forte e soberana” (António Ferro, O Primeiro de Janeiro).
Jacinta tem um forte sentido rítmico e as suas improvisações de jazz são dignas “de uma cantora cheia de maturidade, de um nível que nunca apareceu neste país” (António Rubio, Correio da Manhã).
O sucesso deste projecto culminou com a sua edição discográfica na prestigiada Blue Note, em Fevereiro de 2003.
Este disco, Tribute to Bessie Smith, atingiu os tops de vendas nacionais e foi galardoado com disco de Ouro pelas suas vendas superiores a 25.000 exemplares, feito nunca antes conseguido na historia do jazz portuguesa.
Depois deste grande êxito no panorama musical Português, Jacinta procurou novos caminhos e novas abordagens, dedicando-se a vários projectos satélite como são exemplo Jacinta canta Monk e Jacinta canta Brasil.
No seu estudo da música de Thelonious Monk, a cantora escolhe caminhos arrojados preferindo uma abordagem mais instrumental dando ênfase não só ao swing mas também á s melodias angulares e harmonias menos obvias.
O projecto Jacinta canta Monk foi estreado em quinteto de jazz e mais tarde ampliado para quarteto de jazz com orquestra clássica.
Entre as várias orquestras com quem a cantora trabalhou destaca-se a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Neste projecto destacam-se ainda os maestros Graça Moura, Vasco Pierce de Azevedo, Rui Massena, e os arranjos de Paulo Perfeito.
O projecto Jacinta canta Brasil surge como necessidade da cantora em explorar sonoridades e balanços distintos do Jazz Americano. Aqui, a cantora revisita e aprofunda um estilo já experimentado com as suas bandas Americanas.
O reportório deste projecto é sobretudo marcado por temas de Tom Jobim e Djavan, em formato de quinteto jazz.
Com este programa específico, Jacinta apresentou-se sete noites no Jardim de Inverno do Teatro São Luís, tendo sido recebida com lotação esgotada todas as noites.
Aqui, o sentido rítmico da cantora volta a destacar-se, denotando-se uma entrega e um conhecimento intrínseco musical que proporciona ao ouvinte uma sensação de leveza e de grande naturalidade.
Em Março de 2006, a Blue Note - Emi Portugal lança Day Dream, o novo trabalho discográfico de Jacinta.
Este disco surge de uma nova etapa musical onde a cantora redescobre Duke Ellington e alarga o seu espectro musical ao incluir temas de projectos bem distintos.
O desafio maior veio da parte de Greg Osby, saxofonista, arranjador e produtor do projecto, ao propor a inclusão de compositores tão diversificados como Djavan, Cole Porter, Tom Jobim, Duke Ellington, Zeca Afonso, Martin e Monk.
Este disco poderá ser um marco pela forma como os instrumentistas tocam e se expandem criativamente, em permanente dialogo entre si e com a cantora que por sua vez interage com a banda, abordando as melodias com a fluidez de um instrumento de sopro. Esta abordagem resulta numa música fresca, moderna, marcada com um swing forte do Jazz Mainstream mas de corrente contemporânea.
Num esforço de maior aproximação deste estilo musical ao público Portugues, Osby sugeriu a inclusão de adaptações de alguns dos temas para língua Portuguesa.
Na Tournée de Day Dream, de 20 concertos a nível Nacional, Jacinta foi recebida entusiasticamente por um público eufórico e apreciador que lotou um grande número de salas do país.
Em 2007 Jacinta dedica-se a novos projectos dos quais se destacam um espectáculo de homenagem a Zeca Afonso em formato de trio e um quarteto/quinteto de jazz moderno que incluirá standards americanos e temas inéditos.

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Quim Barreiros

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Quim Barreiros
 
Apresentação

 

Quim Barreiros, cujo nome completo é Joaquim de Magalhães Fernandes Barreiros, nasceu aos 19 de Junho de 1947 em Vila Praia de Âncora, concelho de Caminha, distrito Viana do Castelo.

Começou aos 8 anos a sua aprendizagem de acordeão e aos 9 já tocava bateria no conjunto do pai, o "Conjunto Alegria".

Entre 1968 e 1974 cumpriu o serviço militar na Força Aérea, participou na famosa Banda da Força Aérea e nesse período, como músico militar, teve oportunidade de actuar nas principais casas de Fado e Restaurantes Típicos tais como O Solar do Minho, Solar da Hermínia, Timpanas, Adega Machado, A Taverna, Lisboa à noite, etc

Actuou em quase todos os Países onde existem comunidades de portugueses, tais como Canadá, EUA, Venezuela, Brasil, Aruba, Curaçao, Bermudas, Áfru~ca do Sul, Namíbia, Austrália, Espanha, França, Suíça, Bélgica, Alemanha, Andorra, Inglaterra e claro, já percorreu Portugal de lés a lés.

Não há festa académica sem Quim Barreiros é o slogan. Coimbra, Porto, Évora, Lisboa, Braga, Aveiro, Vila Real, Faro, etc... são exemplos de Universidades que não dispensam Quim Barreiros


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E-mail :
info@quimbarreiros.pt


SITE

Discografia

CD's | DVD's

1986 - Bacalhau à Portuguesa

1986 - Riacho da Pedreira

1991 - CD D'Ouro

1992 - O Sorveteiro (Chupa Teresa)

1992 - Original (O Franguito da Maria)

1993 - Insónia

1993 - Deixa Botar Só a Cabeça

1994 - Meu Dinossauro

1994 - Mestre de Culinária

1994 - Os 60 Maiores Êxitos

1995 - Nunca Gastes Tudo

1996 - Minha Vaca Louca

1997 - 15 Grandes Sucessos

1998 - Marcha da Expo'98

1998 - O Melhor dos Melhores

1999 - Marcha do 3º Milénio

2000 - A Garagem da Vizinha

2001 - Comer, Comer

2002 - Depois da Uma

2002 - Cantares ao Desafio

2003 - O Melhor de Quim Barreiros

2003 - Na Tua Casa Tá Entrando Outro Macho

2004 - A Cabritinha

2005 - Riacho da Pedreira (em Cd)

2005 - O Ténis

2006 - DVD - Quim Barreiros ao Vivo

2006 - A Padaria

2007 - Use Álcool

 
 

Ruizinho de Penacova

Popular
Ruizinho de Penacova
 
Apresentação
(leia a entrevista abaixo)
Contactos:



Telemóvel: 916479792 (Carlos)

Interpretações
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YouTube Oficial
 
 
 
Entrevista


É já um fenómeno no que respeita a música tradicional portuguesa e toda a sua envolvente.

A sua presença não é descurada quando se pretende alegria, boa disposição e claro, uma boa gargalhada como só ele sabe proporcionar ao som das suas bem conhecidas, famosas e espontâneas desgarradas, que se traduzem num ex-libris indispensável em qualquer festa portuguesa.

Falamos de Ruizinho, conhecido por Ruizinho de Penacova, local onde reside com a família.

A Rádio São Miguel atenta que está a fenómenos que ainda vêm acontecendo na musica portuguesa não dispensou a presença do artista aos seus estúdios e tentou saber mais da sua pessoa assim como do seu trabalho através de uma descontraída conversa em directo no passado dia 11 de Setembro a partir das 15.30h.

Uma conversa que passamos a editar na integra.


Rádio São Miguel (R. S. M.) - Boa tarde. Desde já agradeço o facto de se ter deslocado aos nossos estúdios, de ter vindo partilhar connosco um pouco da história de vida do Ruizinho de Penacova. Isto para quem não sabe, para quem ouve a sua musica pensa que é muito mais velho do que aquilo que realmente é.De onde vem este dom?


Ruizinho (R.) - É hereditário, vem do meu pai, o meu pai sempre esteve ligado à musica, sempre foi acordeonista de ranchos, em comunidades francesas, andou nos Santa Marta, e entre muitos outros. O meu pai desde pequenino, 5 anos sensivelmente, me colocou uma Bateria à frente para eu aprender, fui para o Conservatório aprender a tocar Bateria para o acompanhar mas, a partir dos meus 7 anos, não era bem a bateria que eu queria porque, o meu pai tocava e eu apesar de o acompanhar com a Bateria dava mais importância ao meu pai que tocava acordeão do que eu que estava a tocar, a bater em meia dúzia de “latas”.


R. S. M. - Então, escusado é dizer que nunca foi um bom Baterista.


R. - Não, nunca fui grande baterista mas, também com 5 anos de idade não se é grande músico.

Aos 7 anos disse ao meu pai que tinha de aprender a tocar acordeão, e o meu pai colocou-me a aprender só que o acordeão não era bem o que eu queria, porque eu sempre cantei, desde pequenino, à desgarrada, cantigas, quadras, eu gostava de cantar.

Tive de chegar ao ponto de ir para uma Concertina. O meu pai comprou-me uma Concertina e comecei a desfrutar, com amigos, mais tarde fui-me aperfeiçoando e começei a tocar em Ranchos, hoje em dia ando ainda no Rancho de Caminha, do Alto Minho em Serra D’Arga mas, é quando eu posso, porque actualmente não tenho grande disponibilidade.

Com 7 anos comecei a andar em convívios, encontros, e cada dia que passava ia-me aperfeiçoando, dando nas vistas perto dos mais velhos, perto do meu pai, dos amigos do meu pai. Entretanto foi surgindo trabalho, começai a cantar para o Santoinho, para quintas, para arraiais e graças a Deus correu tudo bem.


R. S. M. - Actualmente muito do seu público já o vê como um “Quim Barreiros segunda versão”.


R. - Isso toda a gente o diz. O Quim Barreiros para mim, apesar de ser um colega de trabalho, tenho um carinho por ele imenso porque ele “deu-me a mão” e colocou-me no ponto onde estou. Eu agradeço-lhe muito porque o que ele me fez, nunca o fez a ninguém.


R. S. M. - É ou considera-se um “discípulo” do Quim Barreiros?


R. - “Discípulo” se calhar não porque, nem com a maior força de vontade que haja por parte de qualquer pessoa que o queira imitar, não consegue. Até pode ter argumentos mas, o bigode não sendo igual, o riso e a maneira de ser, não há hipótese. Quim Barreiros não haver mais nenhum em Portugal.


R. S. M. - Tem consciência que as pessoas cada vez mais te comparam com ele. Influencia-se muito nele?


R. - Certas coisas tenho que me influenciar nele, porque é esse o segredo, é ter um pouco “aparências” dele, ser um pouco como ele, mas agora, ter a postura dele, nem eu nem ninguém, mas também não quero ser como ele, quero ter o meu caminho. Agora, eu admiro o Quim Barreiros, apesar de ser um colega dele de trabalho, ainda hoje o aprecio.


R. S. M. - Falando já no futuro, se calhar precocemente mas, como perspectiva o seu futuro, para o que é que trabalha?


R. – Nós não podemos dizer que estamos bem porque, o mundo dá tanta volta que não é muito fácil. Eu, vou continuando com as minhas cantigas porque as pessoas até gostam e porque eu uso um fundamento muito típico: o folclore. É tudo à base do “nosso” folclore português. E o António Aleixo sempre dizia, já à muitos anos atrás e apesar de ser um analfabeto algarvio: “um fado ou um folclore ouve-se a qualquer hora”. Eu vou continuar sempre na musica que o povo gosta de ouvir, não posso inventar nada, tenho de pegar no que está feito.


R. S. M. - Já reparou que desde à pouco tempo para cá o folclore ou a musica tradicional portuguesa tem vindo a renascer das cinzas porque, ela estava um pouco “morta”. O Ruizito de Penacova foi como que um fenómeno, veio reavivar as musicas, as desgarradas que são vistas como um “ex-libris” de um artista deste género. A que se deveu este renascer?


R. - É simples, eu por exemplo, nas minhas histórias, nas minhas cantigas ou nas músicas que eu toco na concertina não são musicas totalmente minhas, são musicas que estão esquecidas, como por exemplo, “A Laurindinha” e as “Pombinhas da Catrina” essas cantigas, tocadas numa concertina, bem tocadas, dá um grande evoco à musica, musicas que agente ouve tocar e que nem espertam grande interesse, mas tocadas numa concertina chamam sempre a atenção e são musicas do tempo do meu pai e já eram. Agora, eu pego no que foi inventado e no que deu grandes êxitos porque, hoje me dia para inventar na musica, e falando por mim, não é muito fácil. Pego portanto em musicas que estão esquecidas, avivo-as e dão resultado.


R. S. M. - Falando das desgarradas, de onde nasceu esta “veia”, foi por influência familiar?


R. - O meu pai não é cantador ao desafio, nem nasceu para cantar. Penso que virá dos meus avós, porque tinha um avó que gostava de cantar e de tudo fazia uma história, fosse numa descamisada, uma festa, ele cantava.

Eu fui começando a aperfeiçoar o meu “jogo de palavras” e felizmente o meu improviso, o meu dom, é reconhecido.


R. S. M. - É um norte