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...que sugerimos |
Esta lista estará sempre
incompleta...(Aceitam-se sugestões)
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Mafalda Veiga
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| Biografia |
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Com apenas 21 anos, em 1987, Mafalda
Veiga lançou
o seu primeiro álbum, “Pássaros do Sul”,
produzido por Manuel Faria (membro do grupo Trovante), chegando até nós
com singles como “Planície” e “ Restolho”.
Foi o início do seu percurso musical, em que cativou um público
que se viria a revelar invulgarmente fiel. Um ano depois, Mafalda reapareceu com o álbum “Cantar”,
contando com a mesma produção.
Nos quatro anos seguintes, Mafalda Veiga cantou um pouco por todo
o país, tendo sido convidada em 1991 para participar nos
derradeiros espectáculos dos Trovante, em Sagres e nos Coliseus
de Lisboa e Porto.
Em 1992 regressou aos estúdios para gravar “Nada se
Repete”, novamente produzido por Manuel Faria e co-produzido
por Amândio Bastos, contando com a participação
especial de Luís Represas que, para além da autoria
de uma letra, gravou em dueto o tema “Fragilidade”,
uma das músicas mais bonitas deste álbum. Mafalda
apresentou este disco em dois espectáculos inesquecíveis
enchendo o Teatro São Luiz, em Lisboa.
Em 1993 e 1994, para além de realizar concertos por todo
o país, Mafalda Veiga esteve também por duas vezes
em Cabo Verde e em Macau, no Teatro D. Pedro V.
Em 1996, “A Cor da Fogueira” surgiu com uma nova musicalidade,
com uma produção extremamente cuidada e sensível
a cargo de José Sarmento. Um álbum que começaria
desde já a marcar uma nova fase na música da Mafalda
e que manteve o público mais atento ao que estaria para
vir. Neste mesmo ano, envolvida em sonoridades apaixonantes, a
cantora e compositora encontrou-se com este mesmo público
num espectáculo no CCB. Músicas como “O Lume” marcaram
uma nova época, com uma voz mais firme, em que as palavras
se ligaram a momentos da vida com que tantos se identificam.
Em 1998 apresentou-se com concertos acústicos a trio. No
mesmo ano, por ocasião da exposição Mundial
que teve lugar em Lisboa, realizou um espectáculo na Praça
Sony inserido no projecto “Afinidades” onde contou
com a presença do seu convidado especial, o cubano Raúl
Torres.
Em 1999 é editado “Tatuagem”, marcando a entrada
da cantora no selo Popular, da Valentim de Carvalho. A produção
ficou a cargo de Manuel Paulo Felgueiras, membro do grupo Ala dos
Namorados. Tal como Mafalda afirma, trata-se de “um disco
muito mais maduro”. É evidente, na sua escrita, uma
profunda atenção aos detalhes do dia-a-dia com os
quais o público se identifica o que torna a sua música
sempre tão especial. Deste álbum, disco de prata,
destaca-se o single “ Tatuagens”, em dueto com Jorge
Palma, e ainda o tema “No Rasto do Sol”. “Tatuagem” foi
a base do reencontro de Mafalda com o público. O grande
auditório do CCB esgotou por duas vezes, em Maio e Outubro
de 2000, facto que veio a motivar a sua primeira produção
no Porto, no teatro Rivoli. Destes concertos, recheados de momentos
marcantes em que a cumplicidade e proximidade entre público
e cantora são constantes e relevados na sua forma natural,
resultou o álbum “ Mafalda Veiga ao Vivo”, disco
de platina.
O Clube de Fãs da Mafalda Veiga foi criado após o
concerto de 21 de Outubro em Lisboa. Simultaneamente, surge a primeira
versão do site, concebido e realizado exclusivamente pelo
Clube ( e que é hoje em dia a Página Oficial da Mafalda
) onde divulgam e apoiam o seu trabalho de forma incondicional,
permitindo que lá se encontrem e troquem ideias e histórias
todas as pessoas que com eles partilham a paixão pela sua
música.
O ano de 2000 terminou com a composição de quatro
temas originais para a novela “Olhos de Água”,
transmitida pela TVI.
Em 2002, Mafalda Veiga apresentou dois tipos de concerto distintos:
Uma Noite para Partilhar e Vestígios, baseado num conceito
intimista idealizado para salas mais pequenas. O Clube de Fãs
esteve presente na maioria destes concertos, seguindo estrada fora
e conhecendo os muitos fãs que se espalham pelo país.
Neste ano, Mafalda Veiga participou no mais recente disco de André Sardet
no tema “Hoje Vou Ficar”. No mês de Novembro
cantaram-se os parabéns pelos 15 anos de carreira que Mafalda
completou.
Ainda em 2002, o tema “No Rasto do Sol” é escolhido
para integrar a banda sonora de uma novela da Rede Globo de Televisão
(Brasil) intitulada “Sabor da Paixão”. Em Janeiro
de 2003, Mafalda é convidada a deslocar-se ao Rio de Janeiro
para participar em dois episódios da novela, interpretando
ao vivo algumas das suas canções. A acompanhá-la
estiveram o guitarrista António Pinto, que tem sido desde
há longa data o director musical da sua banda, e o baixista
brasileiro Artur Maia.
Em Março de 2003 surge o sétimo disco da carreira
de Mafalda Veiga, “Na Alma e Na Pele”. Este trabalho
conta com a produção do ex-baixista dos Silence 4,
Rui Costa. O álbum é constituido por onze canções
originais onde se destacam o single de apresentação, “Uma
Gota”, e o tema “Cúmplices” dedicado ao
Clube de Fãs e conta também com uma faixa interactiva
com imagens de estúdio e um filme brilhantemente concebido
e desenhado pela Joana Miguéis que ilustra a história
da canção “O menino do piano”.
O concerto de apresentação do álbum, realizado
no dia 8 de Março – precisamente uma semana após
o lançamento do mesmo – teve lugar no auditório
Olga Cadaval, em Sintra, com sala esgotada e uma grande e muito
empenhada participação do clube de fãs. Nesse
concerto foram introduzidas no espectáculo as primeiras
projecções em vídeo e as primeiras experiências
de um cenário virtual que seria amplamente desenvolvido
nas grandes produções. “O menino do piano”,
com a projecção do respectivo filme, deu lugar a
um momento de emoção inesquecível.
Durante o ano de 2003, foram realizados concertos por todo o país
que culminaram com as produções no Coliseu dos Recreios
em Lisboa. Tendo primeiramente pretendido realizar uma única
data – 4 de Outubro – a Oficina da Ilusão (agência
da Mafalda), ao ver esgotada a lotação do Coliseu
com sensivelmente duas semanas de antecedência, decidiu realizar
outro concerto, no dia 5 de Outubro, que também esgotou.
Para além de terem preparado um espectáculo exclusivo
e muito cuidado para essas noites, não só musicalmente
mas a nível de cenário (baseado em projecções
e animações em vídeo), a Mafalda e a sua equipa
tiveram como convidado especial o saxofonista Edgar Caramelo. Os
concertos foram gravados para a realização de um
DVD e foram um enorme sucesso.
Em Novembro, Mafalda Veiga participou no projecto “A cantora,
o compositor, o estilista e o convidado dela” para o qual
preparou um espectáculo de homenagem a um dos compositores
que mais admira, Jorge Palma. Para tal, contou com a colaboração
da estilista Maria Gambina e teve como convidado o realizador João
Carrilho que concebeu e preparou cinco filmes a ilustrar algumas
canções. Ambas as colaborações foram
muito aplaudidas bem como os novos arranjos e a interpretação
extremamente afectiva que a Mafalda e os músicos deram às
canções do Jorge Palma. De novo, as salas onde se
realizaram estes espectáculos - Rivoli no Porto, e Grande
Auditório do CCB em Lisboa - , esgotaram com antecedência
e contaram com públicos fantásticos e muito entusiastas,
tal como tem acontecido sempre.
Em 2004, a banda, cuja direcção musical é de
António Pinto ( guitarras acústica e eléctrica
), é integrada também por Filipe Raposo ( piano e
acordeão), João Barbosa ( guitarras eléctrica
e acústica), Nuno Allan ( baixo eléctrico e acústico
) e Vicki ( bateria e percussões. Sempre que as condições
dos locais dos concertos o permitem, o espectáculo conta
com projecções concebidas para cada uma das canções,
sendo criado um cenário virtual de grande impacto, pela
profunda relação das imagens com a música.
No âmbito das Festas da Cidade para o Euro 2004, Mafalda
teve o prazer e a honra de fazer a primeira parte do concerto de
Suzanne Vega, tendo sido muito calorosamente recebida pelas mais
de quinze mil pessoas que assistiram ao seu concerto e cantaram
com ela a maior parte das suas canções.
Em Junho deste ano, a TV Globo voltou a integrar uma canção
de Mafalda Veiga (“Gente perdida”, do disco “Tatuagem” )
na banda sonora de uma nova novela, “Senhora do Destino”,
que estreou no fim desse mesmo mês no Brasil e que é presentemente
transmitida em Portugal. Grandes nomes da música brasileira
integram também a banda sonora desta novela, tais como Simone,
Maria Rita, Zélia Duncan, Djavan e Rita Lee.
A 9 de Outubro é a vez do Coliseu do Porto, com a participação
do cantor Miguel Guedes (vocalista dos Blind Zero) e do saxofonista
Guto Lucena. Sem dúvida, o culminar de um momento há muito
esperado pelo público e pela compositora, que obriga à abertura
da totalidade da sala, quando inicialmente a produção
do espectáculo previa abrir, apenas, meia sala.
O ano termina com a edição do DVD, do segundo concerto
realizado no Coliseu dos Recreios de Lisboa, a 5 de Outubro de
2003, que inclui vários extras, como o making do Coliseu
e outros momentos de “estrada”, animações
concebidas para ilustrar algumas canções e um excerto
do espectáculo “A cantora, o compositor, o estilista
e o convidado dela”, realizado em Novembro do mesmo ano ,
no CCB.
Também em Dezembro, a Quasi Edições lança
o primeiro Songbook de Mafalda Veiga, reunindo as letras e cifras
de 16 canções escolhidas de cada um dos seus discos.
Em 2005, é editado também pela Quasi Edições,
o seu primeiro conto infantil “O carocho pirilampo que tinha
medo de voar”, integrado na colecção “Tempo
dos mais novos”, feita em parceria com o Jornal de Notícias.
Dos concertos realizados durante o ano, destacam-se os Concertos Íntimos
na Terceira e em S.Miguel, as Queimas das Fitas de Vila Real e
de Lisboa, a participação no Optimus Open Air tendo
como convidados Pedro Granger e João Pedro Pais, a reabertura,
em Coimbra, do Jardim da Sereia, onde também teve como convidado
André Sardet, e o tão especial encontro com o público
entusiasta e numeroso com quem ano após ano o concerto no
Casino Estoril se tem transformado sempre numa data marcante e
inesquecível.
No dia 20 de Outubro, Mafalda Veiga recebe o Prémio Carreira
Prestígio da Rádio Central FM de Leiria, pela mão
do Governador Civil de Leiria que lhe dirige as seguintes palavras “ … ouvir
as músicas da Mafalda torna o Mundo melhor… “,
visto o mote da XIII Gala da Rádio, este ano realizada no
auditório Paulo VI em Fátima, ser “ Por um
mundo Melhor”. Ao longo destes 13 anos, a referida rádio
atribuiu o mesmo prémio a grandes personalidades, tais como
Teresa Guilherme, José Mário Branco, Sérgio
Godinho, Rui Veloso e Carlos do Carmo, sendo Mafalda Veiga a mais
jovem premiada.
Em 2006, Mafalda Veiga está um pouco mais afastada dos
palcos, dedicando-se essencialmente à composição
e preparação do seu próximo disco de originais,
cuja edição se prevê para final do corrente
ano.
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Contactos:
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| E-mail para espectáculos:
anamoitinho@oficinadailusao.com
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Apresentação |
Dulce
Guimarães estreou-se nos palcos em Setembro de 1978 como
actriz de revista. Fez parte duma “fornada” de vários
nomes que tal como ela, continuam hoje a ocupar um merecido local
de destaque, Carlos Cunha, Carlos Areia, Fernando Mendes e Camacho
Costa.
Durante treze anos integrou o elenco de muitas revistas e comédias:- “1926
noves fora nada” ao
lado de nomes como Henrique Viana e Francisco Nicholson.
No Teatro
da Trindade com nomes como Nicolau Bryner, António
Calvário e Carlos Quintas, de quem, até hoje ficou
amiga do fundo do peito a ponto de o vir a convidar dezasseis
anos mais tarde para ser ele o padrinho do seu filho, faz uma
Opereta:
- “Invasão” do grande empresário teatral
Sérgio de Azevedo
Já no Parque Mayer a convite de
Vasco Morgado faz:
- “Não deites Foguetes” com Camilo de Oliveira,
Carlos Quintas, Ana Zanaty e Cidália Moreira.
-“Catraias e Vinho Verde” com
Carlos Coelho, Anita Guerreiro e Delfina Cruz
-“Óh Zé Arreganha a Taxa” que lhe
dá o prazer de contracenar com Júlio César
e Camacho Costa, com quem criou laços de verdadeira amizade
E
no Teatro Monumental faz:
-“A Gravata” integrando um elenco verdadeiramente
de luxo, se não, vejam; Ribeirinho, Paulo Renato e Nicolau
Bryner, juntos em palco…
De volta ao Parque Mayer:
-“Um Coronel em dois actos” protagonizada por Camilo
de Oliveira e o prazer de conhecer um colega que considera um
ser humano de excepção, António Feio.
E volta
a sair do Parque Mayer para dar um “pulo” de
dois anos em cena com Raul Solnado e Rui Mendes no teatro Vilaret
em:
-“Super Silva” um verdadeiro sucesso de bilheteira
e de gargalhada, daí os dois anos em cena!
Para voltar
a seguir ao Teatro Monumental ao lado de Laura Alves e fazer
com ela a derradeira das peças que essa grande
actriz representou:
-“Pai Precisa-se”
De novo no Parque Mayer com José Viana,
Camacho Costa e Carlos Areia, fez: -Festa no Parque”
Volta a sair do parque para, com Ivone Silva e Camilo de Oliveira
no teatro Laura Alves fazer a revista que lhe deu o troféu
Nova Gente para melhor actriz do ano: -“Cá estão
eles”
Surge então o convite para fazer a peça que mais
prazer lhe deu, no Casino Estoril com a grande Bibi Ferreira
e uma equipa enorme de muito bons actores, Carlos Quintas, Henriqueta
Maia, Helena Isabel, Luís Esparteiro, Diogo Dória
e muitos outros, sobe a cena :-“Piaf” a vida dessa
grande cantora e a qualidade da produção do espectáculo
a cabo do casino Estoril, encantaram Dulce Guimarães,
e talvez por isso, foi tão difícil para a actriz
conviver bem com uma produção pobre no teatro ABC:
-“Ai Cavaquinho” É que é difícil
passar de cavalo para burro…
Paralelamente, durante esse período participou também
em duas das primeiras telenovelas feitas em Portugal: “Origens” e “Passerelle”.
Em 1990 dá-se a sua passagem para o mundo da música,
e a convite da editora Vidisco grava o seu primeiro CD “Casa
Branca”, um disco produzido por António Pinto Basto
e com instrumentistas como José Luis Nobre Costa, Francisco
Gonçalves e o professor Joel Pina, onde Dulce Guimarães
gravou acompanhada á guitarra portuguesa onze temas de
Carlos Paião.
O êxito desse disco foi ENORME, não só ao
nível de discos vendidos, como de espectáculos
e Dulce Guimarães começa assim a percorrer o país
levando o seu espectáculo de norte a sul e deslocou-se
a praticamente todos os países do mundo onde existem comunidades
portuguesas, África do Sul, Venezuela, Estados Unidos
da América, Austrália e praticamente toda a Europa
onde há portugueses.
“
Casa Branca” mereceu ainda o prémio de “Melhor
Disco de Autor” atribuído pela Rádio Renascença,
desse ano.
Mas, indubitavelmente, o melhor prémio que Dulce Guimarães
recebeu foi o enorme aplauso do público.
“
Ansiedade”, o disco seguinte, também produzido por
António Pinto Basto, é mais uma inovação,
musicalmente falando, por trazer para a guitarra portuguesa temas
estrangeiros e tão universais como o próprio “Ansiedad” de
Nat king Colle, que deu nome ao disco, “Bom Dia Tristeza” de
Isabel Pantoja ou “Estranha Loucura” de Alcione.
Voltou
a inovar, a surpreender e talvez também por isso,
voltou a ser um sucesso.
O nascimento do seu único filho levou Dulce Guimarães
a fazer um interregno de três anos na gravação
de discos, para que, como ela própria gosta de dizer:
poder dedicar-se á sua “melhor produção“,
o António Maria.
Para seu grande espanto, quando em 1996 faz o lançamento
do “Naquela Noite”, o publico recebe-a como se esse
interregno não tivesse existido.
O público não
a esquecera!!!
Surge, então um novo desafio na carreira de Dulce Guimarães,
a Rádio renascença convida-a a apresentar um programa
de três horas diárias “Estação
de Serviço”, seguramente um dos mais antigos e carismáticos
programas da estação.
Dulce Guimarães, estreia-se nervosamente e começa
a pouco e pouco a dominar o mistério da rádio com
a mesma facilidade que até aí dominara um outro
tipo de plateias, bem diferentes, bem mais presentes, bem mais
próximas pelo contacto visual que a rádio não
permite, pela simples razão de ter escolhido como forma
de fazer rádio, a sua forma de estar no palco, a autenticidade, ás
vezes mesmo quase transparência.
O horário, a madrugada, permite-lhe uma fidelização
de ouvintes que os horários do dia, em rádio, não
permitem e assim transformou as madrugadas da RR num verdadeiro
ponto de encontro de “amigos” de troca, de partilhas
de experiências e até de entre ajuda.
Escolhe um
dia da semana para fazer do programa um programa temático e lançando o tema à discussão
no início do programa a afluência de chamadas transmitindo,
sobre o tema as mais diversificadas opiniões, é enorme
bem como as audiências do programa.
De salientar que, ao
longo dos quase dois anos que esteve em antena, nunca, nem por
uma única vez, Dulce Guimarães
usou o seu programa para divulgar algum dos temas de algum dos
seus CDs editados até então, tendo, sempre que
lhe era pedido pelos ouvintes para tocar esta ou aquela canção
de Dulce Guimarães, optado por indicar ao ouvinte que
esperasse por outro horário para fazer o pedido pois para
ela era ponto de honra não usar o seu programa para se
auto promover.
Digno de registo em nossa opinião.
Em 1998 grava “Foi por Amor” disco produzido e orquestrado
pelo Maestro José Marinho. É um disco muito mais
popular com letras e músicas de António Sala, Jorge
Fernando, Toy, Carlos Alberto Vidal e António Pinho. A
música popular tem a maioria do espaço neste disco,
onde os temas românticos não ocupam mais do que
três ou quatro faixas.
Seguiu-se o CD “Com Muuuito Amor“, é o disco
que transforma o espectáculo da artista, num espectáculo
ainda mais, se possível, num momento de ENORME comunicação!
Mais do que um espectáculo, ele é agora UMA FESTA!!!
As canções que o compõem, maioritariamente
de Ricardo Landum, propiciam que tal aconteça, pois também
elas são canções de festa, de muita alegria,
ritmo e por isso, contagiantes.
O contacto com o publico durante o espectáculo, é uma
constante em todas as actuações de Dulce Guimarães
e isso tem a ver não só com o enorme prazer que
Dulce Guimarães tem em comunicar, como ainda com a experiência
por ela adquirida durante os treze anos em que Dulce Guimarães
foi actriz de revista, um género teatral iminentemente
popular e de permanente contacto com a plateia.
Chega o ano de 2003 e para assinalar os 25 anos de carreira,
Dulce Guimarães edita o CD “Dulce Guimarães
25 anos”, um disco em que todas as canções
gravadas com uma nova roupagem, musicalmente falando, têm
mais de 25 anos, as chamadas Melodias de Sempre, como por exemplo: “Lavadeiras
de Caneças” , “Óh Zé Aperta
o Laço” , “Dia da Espiga” e até a
velhinha “Canção do Futebol” uma
canção com 73 anos, imagine-se, de Beatriz Costa
e António Silva que relembra parodiando a “cavazada” de
nove a zero que a nossa selecção de futebol levou
da selecção espanhola no muito remoto ano em
que foi gravada.
Com o Euro 2004 à porta, essa canção caiu
como sopa no mel e não havia semana em que, durante o
Euro 2004, Dulce Guimarães não estivesse num dos
muitos programas que os diferentes canais televisivos, iam fazendo
a propósito de mais um jogo da nossa Selecção,
de mais uma vitória.
E foram tantas…
Esse disco foi para o público um presente, presente esse
que Dulce Guimarães quis dar ao público que lhe
deu fidelidade ao longo desses mesmos 25 anos e eles gostaram
do presente, gostaram sobretudo porque ao vir para o palco, proporcionou
um espectáculo em que toda a segunda parte era cantada
em conjunto com a plateia. Todos sabiam de cor aquelas canções,
todos tinham prazer em relembra-las em voltar a ouvi-las, agora
de cara lavada e também em voltar a canta-las.
E era bonito
aquele coro entre palco e plateia, era gratificante e essa era
a retribuição que Dulce Guimarães
recebia daqueles a quem tinha presentiado e de quem tanto gosta,
o público!
Juntou-se agora a uma equipa com muitos km de músicas
de experiência, a “Espacial” uma editora com
uma panóplia imensa de artistas e sobretudo de sucessos,
prova inequívoca de que sabe o que faz, porque os sucessos
não caiem do céu, conquistam-se, procuram-se, criam-se,
quando se acredita na hipótese de os conseguir e se perseguem. “ Estúpido” é o nome escolhido para
o CD, um titulo polémico, certamente, mas julgamos que
certeiro! (texto de 2008)
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Contactos: |
E-mail :
dulce@dulceguimaraes.pt
SITE
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Apresentação |
“A sua abordagem da música é absolutamente
adulta e madura. Jacinta é uma cantora assertiva,
sólida, com expressividade e sentido musical
excelentes.” - Miguel Gaspar, All Jazz
Aclamada na crítica portuguesa pela sua “voz quente,
redonda, possante” (Miguel Soares, Comércio
do Porto), Jacinta recebeu o prémio “Músico
Revelação 2001” do programa
Cinco Minutos de Jazz (Antena 1, desde 1966) e foi referida como ‘A
cantora de jazz portuguesa’, por José Duarte.
“
Segura, conhecedora” (Emanuel Carneiro, Jornal de Notícias),
Jacinta transmite emoção e garra no timbre da sua voz, complementando-a
com um swing sólido e natural.
Impressionante intonação e comando vocal destacam-na
entre cantores de jazz. Jacinta deu os seus primeiros
passos artísticos através
do estudo da música clássica em
piano e composição, percurso pouco comum numa
cantora de jazz. Integrou vários grupos como cantora e instrumentista, chegando a liderar um grupo
de rock sinfónico.
No entanto e' no mundo do jazz que a sua energia musical encontra
plena expressão.
Aos 22 anos uma excelente actuação de jazz vocal
no programa Chuva de Estrelas impulsionou a sua
carreira como cantora, tendo sido solicitada para inúmeros
concertos a partir de então. Em
1997 Jacinta mudou-se para Nova Iorque para frequentar a Manhattan
School of Music, onde foi premiada com bolsa de estudos para realização
de Mestrado em Jazz
Vocal. Ainda em Nova Iorque, Jacinta participou em workshops
por grandes nomes do jazz contemporâneo,
como Maria Schneider, Ed Neumeister, Mark Murphy, Dave Holland e
Annie Ross. Prosseguiu estudos de improvisação
com Chris Rosenberg da banda de Ornette Coleman, e de interpretação estilística
com Peter Eldridge dos New York Voices.
Jacinta começou a cantar profissionalmente em Nova Iorque,
deslumbrando o público com o seu estilo enérgico.
Mais Tarde, durante os quatro anos em que residiu na área
de São Francisco, Califórnia, Jacinta
actuou profissionalmente em vários
projectos musicais apresentandose também em grandes clubes de jazz de renome mundial como
Kimball’s East e Yoshi’s.
Em 2001, a convite do trompetista/produtor Laurent Filipe,
Jacinta apresenta-se ao vivo com o projecto Tributo a Bessie
Smith.
Após a sua aparição em publico, Jacinta
foi considerada pela crítica Portuguesa como “
uma das grandes vocalistas do momento” (Rodrigo Affreixo,
Blitz), tendo “uma presença em palco
cheia de confiança e à vontade” (António
Rúbio, Correio da Manhã), e como possuidora de uma “voz forte e soberana” (António
Ferro, O Primeiro de Janeiro).
Jacinta tem um forte sentido rítmico e as suas improvisações
de jazz são dignas “de uma cantora
cheia de maturidade, de um nível que nunca
apareceu neste país” (António Rubio, Correio da Manhã).
O sucesso deste projecto culminou com a sua edição
discográfica na prestigiada Blue Note, em Fevereiro
de 2003.
Este disco, Tribute to Bessie Smith, atingiu os tops de vendas
nacionais e foi galardoado com disco de Ouro pelas
suas vendas superiores a 25.000 exemplares, feito nunca antes
conseguido na historia do jazz portuguesa.
Depois deste grande êxito no panorama musical Português,
Jacinta procurou novos caminhos e novas abordagens,
dedicando-se a vários projectos
satélite como são exemplo Jacinta canta Monk
e Jacinta canta Brasil.
No seu estudo da música de Thelonious Monk, a cantora
escolhe caminhos arrojados preferindo uma abordagem
mais instrumental dando ênfase
não só ao swing mas também á s
melodias angulares e harmonias menos obvias.
O projecto Jacinta canta Monk foi estreado em quinteto de jazz
e mais tarde ampliado para quarteto de jazz com orquestra clássica.
Entre as várias orquestras com quem a cantora trabalhou
destaca-se a Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Neste projecto destacam-se ainda os maestros Graça Moura, Vasco
Pierce de Azevedo, Rui Massena, e os arranjos de Paulo Perfeito.
O projecto Jacinta canta Brasil surge como necessidade da cantora
em explorar sonoridades e balanços distintos
do Jazz Americano. Aqui, a cantora revisita e aprofunda um estilo já experimentado
com as suas bandas Americanas.
O reportório deste projecto é sobretudo marcado
por temas de Tom Jobim e Djavan, em formato de quinteto jazz.
Com este programa específico, Jacinta apresentou-se sete
noites no Jardim de Inverno do Teatro São Luís, tendo sido recebida
com lotação esgotada todas as noites.
Aqui, o sentido rítmico da cantora volta a destacar-se,
denotando-se uma entrega e um conhecimento intrínseco
musical que proporciona ao ouvinte uma sensação
de leveza e de grande naturalidade.
Em Março de 2006, a Blue Note - Emi Portugal lança
Day Dream, o novo trabalho discográfico
de Jacinta.
Este disco surge de uma nova etapa musical onde a cantora redescobre
Duke Ellington e alarga o seu espectro musical ao incluir temas
de projectos bem distintos.
O desafio maior veio da parte de Greg Osby, saxofonista, arranjador
e produtor do projecto, ao propor a inclusão
de compositores tão
diversificados como Djavan, Cole Porter, Tom Jobim, Duke Ellington,
Zeca Afonso, Martin e Monk.
Este disco poderá ser um marco pela forma como os instrumentistas
tocam e se expandem criativamente, em permanente
dialogo entre si e com a cantora que por sua vez
interage com a banda, abordando as melodias com a fluidez de
um instrumento de sopro. Esta abordagem resulta
numa música fresca, moderna,
marcada com um swing forte do Jazz Mainstream mas de corrente contemporânea.
Num esforço de maior aproximação deste estilo
musical ao público Portugues, Osby sugeriu a inclusão de adaptações de alguns
dos temas para língua Portuguesa.
Na Tournée de Day Dream, de 20 concertos a nível
Nacional, Jacinta foi recebida entusiasticamente
por um público eufórico e apreciador
que lotou um grande número de salas do país.
Em 2007 Jacinta dedica-se a novos projectos dos quais se destacam
um espectáculo de homenagem a Zeca Afonso
em formato de trio e um quarteto/quinteto de jazz moderno que incluirá standards americanos e temas inéditos.
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Contactos: |
E-mail :
manager@jacintaportugal.com
SITE
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Apresentação
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Quim Barreiros, cujo nome completo é Joaquim de Magalhães
Fernandes Barreiros, nasceu aos 19 de Junho de 1947 em Vila Praia
de Âncora, concelho de Caminha, distrito Viana do Castelo.
Começou aos 8 anos a sua aprendizagem de acordeão
e aos 9 já tocava bateria no conjunto do pai, o "Conjunto
Alegria".
Entre 1968 e 1974 cumpriu o serviço militar na Força
Aérea, participou na famosa Banda da Força Aérea
e nesse período, como músico militar, teve oportunidade
de actuar nas principais casas de Fado e Restaurantes Típicos
tais como O Solar do Minho, Solar da Hermínia, Timpanas,
Adega Machado, A Taverna, Lisboa à noite, etc
Actuou em quase todos os Países onde existem comunidades
de portugueses, tais como Canadá, EUA, Venezuela, Brasil,
Aruba, Curaçao, Bermudas, Áfru~ca do Sul, Namíbia,
Austrália, Espanha, França, Suíça,
Bélgica, Alemanha, Andorra, Inglaterra e claro, já percorreu
Portugal de lés a lés.
Não há festa académica sem Quim Barreiros é o
slogan. Coimbra, Porto, Évora, Lisboa, Braga, Aveiro,
Vila Real, Faro, etc... são exemplos de Universidades
que não dispensam Quim Barreiros
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Contactos:
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E-mail :
info@quimbarreiros.pt
SITE
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Discografia |
CD's | DVD's
1986 - Bacalhau à Portuguesa
1986 - Riacho da Pedreira
1991 - CD D'Ouro
1992 - O Sorveteiro (Chupa Teresa)
1992 - Original (O Franguito da Maria)
1993 - Insónia
1993 - Deixa Botar Só a Cabeça
1994 - Meu Dinossauro
1994 - Mestre de Culinária
1994 - Os 60 Maiores Êxitos
1995 - Nunca Gastes Tudo
1996 - Minha Vaca Louca
1997 - 15 Grandes Sucessos
1998 - Marcha da Expo'98
1998 - O Melhor dos Melhores
1999 - Marcha do 3º Milénio
2000 - A Garagem da Vizinha
2001 - Comer, Comer
2002 - Depois da Uma
2002 - Cantares ao Desafio
2003 - O Melhor de Quim Barreiros
2003 - Na Tua Casa Tá Entrando Outro Macho
2004 - A Cabritinha
2005 - Riacho da Pedreira (em Cd)
2005 - O Ténis
2006 - DVD - Quim Barreiros ao Vivo
2006 - A Padaria
2007 - Use Álcool
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Ruizinho de Penacova
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Popular
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Apresentação
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(leia a entrevista
abaixo) |
Contactos:
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Telemóvel: 916479792 (Carlos)
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Entrevista
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É
já um fenómeno no que respeita a música tradicional
portuguesa e toda a sua envolvente.
A sua presença não é descurada quando se
pretende alegria, boa disposição e claro, uma boa
gargalhada como só ele sabe proporcionar ao som das suas
bem conhecidas, famosas e espontâneas desgarradas, que se
traduzem num ex-libris indispensável em qualquer festa portuguesa.
Falamos de Ruizinho, conhecido por Ruizinho de Penacova, local
onde reside com a família.
A Rádio São Miguel atenta que está a fenómenos
que ainda vêm acontecendo na musica portuguesa não
dispensou a presença do artista aos seus estúdios
e tentou saber mais da sua pessoa assim como do seu trabalho através
de uma descontraída conversa em directo no passado dia 11
de Setembro a partir das 15.30h.
Uma conversa que passamos a editar na integra.
Rádio São Miguel (R. S. M.) - Boa tarde. Desde já agradeço
o facto de se ter deslocado aos nossos estúdios, de ter
vindo partilhar connosco um pouco da história de vida do
Ruizinho de Penacova. Isto para quem não sabe, para quem
ouve a sua musica pensa que é muito mais velho do que aquilo
que realmente é.De onde vem este dom?
Ruizinho (R.) - É hereditário, vem do meu pai, o
meu pai sempre esteve ligado à musica, sempre foi acordeonista
de ranchos, em comunidades francesas, andou nos Santa Marta, e
entre muitos outros. O meu pai desde pequenino, 5 anos sensivelmente,
me colocou uma Bateria à frente para eu aprender, fui para
o Conservatório aprender a tocar Bateria para o acompanhar
mas, a partir dos meus 7 anos, não era bem a bateria que
eu queria porque, o meu pai tocava e eu apesar de o acompanhar
com a Bateria dava mais importância ao meu pai que tocava
acordeão do que eu que estava a tocar, a bater em meia dúzia
de “latas”.
R. S. M. - Então, escusado é dizer que nunca foi
um bom Baterista.
R. - Não, nunca fui grande baterista mas, também
com 5 anos de idade não se é grande músico.
Aos 7 anos disse ao meu pai que tinha de aprender a tocar acordeão,
e o meu pai colocou-me a aprender só que o acordeão
não era bem o que eu queria, porque eu sempre cantei, desde
pequenino, à desgarrada, cantigas, quadras, eu gostava de
cantar.
Tive de chegar ao ponto de ir para uma Concertina. O meu pai comprou-me
uma Concertina e comecei a desfrutar, com amigos, mais tarde fui-me
aperfeiçoando e começei a tocar em Ranchos, hoje
em dia ando ainda no Rancho de Caminha, do Alto Minho em Serra
D’Arga mas, é quando eu posso, porque actualmente
não tenho grande disponibilidade.
Com 7 anos comecei a andar em convívios, encontros, e cada
dia que passava ia-me aperfeiçoando, dando nas vistas perto
dos mais velhos, perto do meu pai, dos amigos do meu pai. Entretanto
foi surgindo trabalho, começai a cantar para o Santoinho,
para quintas, para arraiais e graças a Deus correu tudo
bem.
R. S. M. - Actualmente muito do seu público já o
vê como um “Quim Barreiros segunda versão”.
R. - Isso toda a gente o diz. O Quim Barreiros para mim, apesar
de ser um colega de trabalho, tenho um carinho por ele imenso
porque ele “deu-me a mão” e colocou-me no
ponto onde estou. Eu agradeço-lhe muito porque o que ele
me fez, nunca o fez a ninguém.
R. S. M. - É ou considera-se um “discípulo” do
Quim Barreiros?
R. - “Discípulo” se calhar não porque,
nem com a maior força de vontade que haja por parte de qualquer
pessoa que o queira imitar, não consegue. Até pode
ter argumentos mas, o bigode não sendo igual, o riso e a
maneira de ser, não há hipótese. Quim Barreiros
não haver mais nenhum em Portugal.
R. S. M. - Tem consciência que as pessoas cada vez mais te
comparam com ele. Influencia-se muito nele?
R. - Certas coisas tenho que me influenciar nele, porque é esse
o segredo, é ter um pouco “aparências” dele,
ser um pouco como ele, mas agora, ter a postura dele, nem eu nem
ninguém, mas também não quero ser como ele,
quero ter o meu caminho. Agora, eu admiro o Quim Barreiros, apesar
de ser um colega dele de trabalho, ainda hoje o aprecio.
R. S. M. - Falando já no futuro, se calhar precocemente
mas, como perspectiva o seu futuro, para o que é que trabalha?
R. – Nós não podemos dizer que estamos bem
porque, o mundo dá tanta volta que não é muito
fácil. Eu, vou continuando com as minhas cantigas porque
as pessoas até gostam e porque eu uso um fundamento muito
típico: o folclore. É tudo à base do “nosso” folclore
português. E o António Aleixo sempre dizia, já à muitos
anos atrás e apesar de ser um analfabeto algarvio: “um
fado ou um folclore ouve-se a qualquer hora”. Eu vou continuar
sempre na musica que o povo gosta de ouvir, não posso inventar
nada, tenho de pegar no que está feito.
R. S. M. - Já reparou que desde à pouco tempo para
cá o folclore ou a musica tradicional portuguesa tem vindo
a renascer das cinzas porque, ela estava um pouco “morta”.
O Ruizito de Penacova foi como que um fenómeno, veio reavivar
as musicas, as desgarradas que são vistas como um “ex-libris” de
um artista deste género. A que se deveu este renascer?
R. - É simples, eu por exemplo, nas minhas histórias,
nas minhas cantigas ou nas músicas que eu toco na concertina
não são musicas totalmente minhas, são musicas
que estão esquecidas, como por exemplo, “A Laurindinha” e
as “Pombinhas da Catrina” essas cantigas, tocadas numa
concertina, bem tocadas, dá um grande evoco à musica,
musicas que agente ouve tocar e que nem espertam grande interesse,
mas tocadas numa concertina chamam sempre a atenção
e são musicas do tempo do meu pai e já eram. Agora,
eu pego no que foi inventado e no que deu grandes êxitos
porque, hoje me dia para inventar na musica, e falando por mim,
não é muito fácil. Pego portanto em musicas
que estão esquecidas, avivo-as e dão resultado.
R. S. M. - Falando das desgarradas, de onde nasceu esta “veia”,
foi por influência familiar?
R. - O meu pai não é cantador ao desafio, nem nasceu
para cantar. Penso que virá dos meus avós, porque
tinha um avó que gostava de cantar e de tudo fazia uma história,
fosse numa descamisada, uma festa, ele cantava.
Eu fui começando a aperfeiçoar o meu “jogo
de palavras” e felizmente o meu improviso, o meu dom, é reconhecido.
R. S. M. - É um norte
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