Oriundos das freguesias do concelho de Ponte da Barca onde ainda
predominam os trabalhos agrícolas, os componentes do rancho
constituem uma faixa etária bastante jovem. Alguns elementos
utilizam trajes de trabalho procurando com isso recriar as tradições
e costumes do concelho, munindo-se também de vários
utensílios como a dobadeira, a roca para fiar, o malho,
o engaço e a foicinha, entre outros. A tocata é composta
por instrumentos característicos da região em outros
tempos, como a concertina, a viola da aldeia, o violão,
os ferrinhos, os cavaquinhos e o reque-reque.
As danças são bem mexidas e alegres. A chula,
a cana verde e o malhão são danças típicas
do Alto Minho e fazem rodar as saias das raparigas que, todos
os anos no dia 23 de Agosto, dançam até de manhã,
no Largo da Urca, na já afamada Romaria de S. Bartolomeu.
Dos diversos trajes utilizados pelos elementos femininos, são
utilizados os de trabalho e os domingueiros. Os trajes de trabalho,
usados nas lides do campo, são confeccionados como antigamente,
com as suas saias em lã, tecida nos teares, peúgas
em lã de ovelha, camisa de estopa também tecida
em tear, colete de fazenda bordado a lã de cor, avental
de lã, franjeiro na cabeça e socos abertos. Os
trajes domingueiros ou de romaria, são pretos, vidrilhados,
chinela preta rebicada na ponta, meia branca de algodão,
ostentando na cabeça um lenço também de
algodão. Os brincos à rainha e os cordões
de ouro no pescoço dão o remate final.
Detentor de um palmarés vasto e invejável, constantemente
solicitado para festivais, o Rancho Folclórico e Etnográfico
de Ponte da Barca tem conseguido corresponder a todas as expectativas
criadas e assim espera manter-se por muitos anos.