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(mais em breve)
A Rosinha dos Limões
 

Quando ela passa, franzina e cheia de graça,
Há sempre um ar de chalaça, no seu olhar feiticeiro.
Lá vai catita, cada dia mais bonita,
E o seu vestido, de chita, tem sempre um ar domingueiro.

Passa ligeira, alegre e namoradeira,
E a sorrir, p'rá rua inteira, vai semeando ilusões.
Quando ela passa, vai vender limões à praça,
E até lhe chamam, por graça, a Rosinha dos limões.

Quando ela passa, junto da minha janela,
Meus olhos vão atrás dela até ver, da rua, o fim.
Com ar gaiato, ela caminha apressada,
Rindo por tudo e por nada, e às vezes sorri p'ra mim…

Quando ela passa, apregoando os limões,
A sós, com os meus botões, no vão da minha janela
Fico pensando, que qualquer dia, por graça,
Vou comprar limões à praça e depois, caso com ela!

 


 
Audio da canção de Francisco Jose e fado do Max - A ROSINHA DOS LIMÕES
 
Vou dar de beber à alegria
 

Passei ontem pela rua onde morava
A cantada e recantada Mariquinhas
E qual não é o meu espanto, olho e vejo por encanto
Outra vez lá nas janelas, tabuínhas;
Corri e bati à porta, e até fiquei quase morta
Quando ela se abriu pelas alminhas
Pois quem veio a porta abrir e a sorrir
Era mesmo a Mariquinhas

Ai a Mariquinhas está tão linda!...
Está mais gordinha!... pesa 100 kilos
Mas como gordura é formusura
Ela não se importa nada com isso
Estava a comer jaquinzinhos

Eu entrei e abracei a Mariquinhas
Que me contou que um senhor de falas finas
Lhe deu a casa que é sua, pôs o prego na rua
E correu com o tal senhor que era lingrinhas;
Mandou caiar as paredes
Pôs cortinados de chita nas janelas tão bonitas, ás bolinhas
E por fora, p’ra chatear as vizinhas
Janelas com tabuínhas

Bem feito!... lá na rua ficaram todas danadas
Agora já não podem deitar para lá os mirones... é claro
De que é que ela se foi lembrar!
É uma grande camarada, a Mariquinhas

Já tiraram os caixilhos às voltinhas
E as janelas já estão todas catitinhas
E p’ra afastar os temores dos enguiços dos penhores
Defumou a casa toda com ervinhas;
Pôs incenso das igrejas
E p’ra acabar c’oas invejas
Pôs um chifre atrás da porta... às voltinhas
E na cama, uma colcha feita á mão, debruada com bolinhas

Ai... a Mariquinhas é muito prendada
Estava a fazer uma colcha toda em crochet
Jé ma ofereceu!... diz que é para eu estrear no Natal
A colcha pesa 50 kilos
Já me estou a ver pela porta fora com a colcha às costas

Lá está tudo, tudo, tudo, até o xaile
E a guitarra enfeitada com fitinhas
E sob a cama, reparo... um peniquinho de barro
Qu é bonito e pintadinho com florinhas;
E eu fiquei tão contente, que ficamos calmamente
A beber até de manhã, umas pinguinhas
Pois agora volta tudo ao tempo antigo
Na casa da Mariquinhas

 


 
Audio do fado - Vou dar de beber à alegria - Hermínia Silva - Gravação de 1968 
 
Tempo volta para trás
 

A Severa foi-se embora 
O tempo p'ra mim parou 
Passado foi com ela 
Para mim não mais voltou

As horas p'ra mim são dias 
As horas p'ra mim são dias 
Os dias p'ra mim são anos 
Recordação é saudade 
Recordação é saudade 
Saudades são desenganos

Refrão 
Ò tempo volta para trás 
Dá-me tudo o que eu perdi 
Tem pena e dá-me a vida 
A vida que eu já vivi 
Ò tempo volta p'ra trás 
Mata as minhas esperanças vâs 
Vê que até o próprio sol 
Volta todas as manhãs

Porque será que o passado 
E o amor são tão iguais 
Porque será que o amor 
Quando vai não volta mais 
Mas para mim a Severa 
Mas para mim a Severa 
É o eco dos meus passos 
Eu tenho a saudade à espera 
Eu tenho a saudade à espera 
Que ela volte p'rós meus braços



 
Audio do fado - Tempo Volta Para Trás - Tony de Matos
 
Canção de Lisboa
 

Quando o fado era cantado 
pelas tabernas de Alfama 
ninguém diria que o fado 
viesse a ter boa fama. 
Era a canção 
da bebedeira e do calão, 
da rufiagem, capelão 
e dos fadistas de samarra 
e mal diria 
a Madragoa e a Mouraria 
quem em Lisboa inda haveria 
assim tal gosto pela guitarra.


Adeus tardes de toiradas 
com guitarras e cantigas 
adeus noites bem passadas 
com bom vinho e raparigas. 

Hoje os fadistas 
são tratados por artistas 
e aclamados nas revistas 
com ovações delirantes. 
Vestem do bom 
e por ser chique e ser do tom 
já vão à tarde ao Odeon 
se as matinés são elegantes. 

Hoje o fado já não tem 
a rufiagem por tema. 
Poliu-se, já é alguém 
e até já vai ao cinema. 

O fado agora 
é pedido a toda a hora 
e ouvido p?lo mundo fora 
com alegria e agrado 
e há-de chegar
a Hollywood e ter lugar,
pois não se ilude quem pensar
que há-de ser grande o nosso fado

 

e há-de chegar
a Hollywood e ter lugar,
pois não se ilude quem pensar
que há-de ser grande o nosso fado.



 
Audio da "Cancao De Lisboa" - Fernando Farinha
 
Não venhas tarde
 

"Não venhas tarde!",
Dizes-me tu com carinho,
Sem nunca fazer alarde
Do que me pedes, baixinho
"Não venhas tarde!",
E eu peço a Deus que no fim
Teu coração ainda guarde
Um pouco de amor por mim.

Tu sabes bem
Que eu vou p'ra outra mulher,
Que ela me prende também,
Que eu só faço o que ela quer,
Tu estás sentindo
Que te minto e sou cobarde,
Mas sabes dizer, sorrindo,
"Meu amor, não venhas tarde!"

"Não venhas tarde!",
Dizes-me sem azedume,
Quando o teu coração arde
Na fogueira do ciúme.
"Não venhas tarde!",
Dizes-me tu da janela,
E eu venho sempre mais tarde,
Porque não sei fugir dela

Tu sabes bem,
Que eu vou p'ra outra mulher.
Que ela me prende também,
Que eu só faço o que ela quer.

Sem alegria,
Eu confesso, tenho medo,
Que tu me digas um dia,
"Meu amor, não venhas cedo!"

Por ironia,
Pois nunca sei onde vais,
Que eu chegue cedo algum dia,
E seja tarde demais!



 
Audio do fado - CARLOS RAMOS NÃO VENHAS TARDE
 
Igreja de Santo Estêvão
 

Na igreja de Santo Estêvão
Junto ao cruzeiro do adro
Houve em tempos guitarradas
Não há pincéis que descrevam
Aquele soberbo quadro
Dessas noites bem passadas

Mal que batiam trindades
Reunia a fadistagem
No adro da santa igreja
Fadistas, quantas saudades
Da velha camaradagem
Que já não há quem a veja

Santo Estêvão, padroeiro
Desse recanto de Alfama
Faz um milagre sagrado
Que voltem ao teu cruzeiro
Esses fadistas de fama
Que sabem cantar o fado


 

Video ao vivo em 1996 - Fernando Maurício - Igreja de Santo Estêvão
 
Pomba Branca
 

Letra: Vasco de Lima Couto
Música: Max
Repertório: Max

 

Pomba branca, pomba branca
Já perdi o teu voar
Naquele terra distante
Toda coberta p'lo mar

Fui criança, andei descalço
Porque a terra me aquecia
Eram longos os meus sonhos
Quando a noite adormecia

Vinham barcos dos países
Eu sorria, de os sonhar
Traziam roupas felizes
As crianças dos países
Nesses barcos ao chegar

Depois mais tarde ao perder-me
Por ruas doutras cidades
Cantei meu amor ao vento
Porque sentia saudades

Saudades do meu lugar
Do primeiro amor da vida
Desse instante a aproximar
Os campos do meu lugar
À chegada e à partida

 


 

Musica Pomba Branca - Beatriz da Conceição
 
A casa da Mariquinhas
 

Na igreja de Santo Estêvão
Junto ao cruzeiro do adro
Houve em tempos guitarradas
Não há pincéis que descrevam
Aquele soberbo quadro
Dessas noites bem passadas

Mal que batiam trindades
Reunia a fadistagem
No adro da santa igreja
Fadistas, quantas saudades
Da velha camaradagem
Que já não há quem a veja

Santo Estêvão, padroeiro
Desse recanto de Alfama
Faz um milagre sagrado
Que voltem ao teu cruzeiro
Esses fadistas de fama
Que sabem cantar o fado

 


 

 
Musica - Alfredo Marceneiro-" A Casa Da Mariquinhas "
 
Fadinho Serrano
 

Muito boa noite, senhoras, senhores
Lá na minha terra há bons cantadores
Há bons cantadores, boas cantadeiras
Choram as casadas, cantam as solteiras
Cantam as solteiras cantigas de amores
Muito boa noite, senhoras, senhores

 

Fadinho serrano és tão ao meu gosto
Fadinho catita, sempre bem disposto
Sempre bem disposto, seja tarde ou cedo,
Fazer bons amigos é o teu segredo
É o teu segredo sorrir ao desgosto
Fadinho serrano sempre bem disposto

Fiar-se em mulheres é crer no diabo


São todas iguais, ao fim, ao cabo
Ao fim ao cabo, moça que namora
Se vai em cantigas é certo que chora
É certo que chora, com esta me acabo
Fiar-se nos homens é o nosso fado.


 
 
Musica - AMÁLIA RODRIGUES - FADINHO SERRANO"
 
Chorai Fadistas Chorai

Andei p'la mouraria
Pelas tascas de antigamente
Mas o fado estava ausente
Mudou de lá, quem diria
E corri lisboa inteira
Até encontrar o fado
Porém achei-o mudado
Cantado de outra maneira

Chorai fadistas chorai
Como dizia a cantiga
E se uma guitarra amiga
Trinar em tom magoado
Cantai fadistas cantai
Com as vossas gargantas roucas
Que anda o fado noutras boucas
Que não são bocas p'ró fado

Agora de madrugada
Eu ouço por todo o lado
Noutras bocas outro fado
Que de fado não tem nada
E choro então o passado
Dos fadistas que morreram
Ouvindo alguns que nasceram
Para tudo menor para o fado

 
 
Musica - Chorai Fadistas Chorai. Artur Ribeiro
 
 
 
 
 
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