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Amália Rodrigues
Amália Rodrigues
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Amália Rodrigues
Amália Rodrigues
Amália Rodrigues
Grande Marcha de Lisboa / Lá vai Lisboa
Amália Rodrigues
  Amália Rodrigues
  Amália Rodrigues
 
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LETRAS DE FADOS
 

Casa da Mariquinhas

Amália Rodrigues
 

Foi no Domingo passado que passei
À casa onde vivia a Mariquinhas
Mas está tudo tão mudado
Que não vi em nenhum lado
As tais janelas que tinham tabuinhas

 

Do rés-do-chão ao telhado
Não vi nada, nada, nada
Que pudesse recordar-me a Mariquinhas
E há um vidro pegado e azulado
Onde via as tabuinhas

 

Entrei e onde era a sala agora está
À secretária um sujeito que é lingrinhas
Mas não vi colchas com barra
Nem viola nem guitarra
Nem espreitadelas furtivas das vizinhas

 

O tempo cravou a garra
Na alma daquela casa
Onda às vezes petiscávamos sardinhas
Quando em noites de guitarra e de farra
Estava alegre a Mariquinhas

 

As janelas tão garridas que ficavam
Com cortinados de chita às pintinhas
Perderam de todo a graça porque é hoje uma vidraça
Com cercaduras de lata às voltinhas

 

E lá pra dentro quem passa
Hoje é pra ir aos penhores
Entregar o usurário, umas coisinhas
Pois chega a esta desgraça toda a graça
Da casa da Mariquinhas

 

Pra terem feito da casa o que fizeram
Melhor fora que a mandassem prás alminhas
Pois ser casa de penhor
O que foi viver de amor
É ideia que não cabe cá nas minhas

 

Recordações de calor
E das saudades o gosto eu vou procurar esquecer
Numas ginjinhas

 

Pois dar de beber à dor é o melhor
Já dizia a Mariquinhas
Pois dar de beber à dor é o melhor
Já dizia a Mariquinhas

 

 

 

 

 

 

Fadinho da Ti Maria Benta

Amalia Rodrigues
 

Não olhes p'ra mim não olhes
que eu não sou o teu amor
eu não sou como a figueira
que dá fruto sem flor

Ó comadre Maria Benta
seu garoto está melhor
o mal não é táo forte
que o faça estar pior

Ó olhos azuis claros
contrários ao meu viver
que gosto tens tu amor
em me ver a padecer

Ó comadre Maria Benta
seu garoto está melhor
o mal não é táo forte
que o faça estar pior

Tenho dentro do meu peito
chegadinho ao coração
duas palavras que dizem
amar sim deixar-te não

Ó comadre Maria Benta
seu garoto está melhor
o mal não é tão forte
que o faça estar pior

As ondas do teu cabelo
são loiras e perfumadas
são redes a que se prendem
as almas apaixonadas

Ó comadre Maria Benta
seu garoto está melhor
o mal náo é tão forte
que o faça estar pior

 

Malhão de Águeda

Amalia Rodrigues
 

Ó malhão, triste malhão
Ó lindinho!
Triste vida, quem te dá?

Não hei de casar contigo
Ó lindinho!
Nem te hei de deixar casar!

Ó malhão, triste malhão
Ai, tão linda!
Ó , malhão, triste coitado!

Por causa de ti, malhão
Ai, lindinha
Ando triste, apaixonado!

Ó minha menina, não vamos chorar
Hás de ter amor
E sabê-los amar

Uma, duas, três e vira
Ai, que lindo!
Viva quem dança o malhão!

Viva quem há de subir
Ai, que lindo!
D´alferes a capitão!

Ai, minha menina
Eu hei de te amar
Quando truvisquinho deixar de amargar!

 

 

Valentim

Amalia Rodrigues
 

Adeus casa de meu pai
adeus largo do quinteiro
quero o Valentim Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem
adeus mocidade nova
adeus vida de solteiro
quero o Valentim Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem

No tempo das desfolhadas
lá na aldeia era um regalo
quero o Valentim Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem
era o tempo em que eu chegava
a casa ao cantar do galo
quero o Valentim Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem

Adeus casa de meu pai
adeus quarto da palhada
quero o Valentim Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem
era a cama onde eu dormia
ao chegar de madrugada
quero o Valentim Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem

Adeus pau de marmeleiro
se ele falasse dizia
quero o Valentim Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem
as pancadas que me deu
quando eu chegava ao ser dia
quero o Valentim Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem

Adeus também ao meu pai
adeus vida de solteiro
quero o valentlm Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem
agora é que eu reconheço
o valor do marmeleiro
quero o Valentim Olaró laró
quero o Valentim Olaró meu bem

 

 

Malhão De Cinfães

Amalia Rodrigues
 

Ó malhão, triste malhão
Ó malhão, triste malhão
Ó malhão, triste, coitado!
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não vou suspirar jamais!

Ó malhão, triste, coitado
Por causa de ti, malhão
Ando triste, apaixonado
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não vou suspirar jamais!

O malhão quando morreu
O malhão quando morreu
Deixou dito na escritura
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não vou suspirar jamais!

Deixou dito na escritura
Que forrasse o caixão
Com pano de pouca dura
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não vou suspirar jamais!

 

 

 

Fado Dos Caracóis

Amalia Rodrigues
 

As janelas avarandadas
Mora aqui algum doutor
Ai, eu venho me aconselhar
Ai, ande logo, ó meu amor

São caracóis, são caracolitos
São espanhóis, são espanholitos
São espanholitos, são os espanhóis
São caracolitos, são os caracóis

Ai, um dia eu fui à Espanha
Comi lá com os espanhóis
Toucinho assado no espeto
No molho dos caracóis

 

 

Rosinha Da Serra D´arga

Amalia Rodrigues
 

Ao sair de "dei" perdi um dedal,
Com letras que dizem: "viva Portugal"
Viva Portugal! Viva Portugal!
Ao sair de "dei" perdi um dedal!

Oh, minha Rosinha, eu hei de te amar,
De dia ao sol, de noite ao luar!
De noite ao luar, de noite ao luar,
Oh, minha Rosinha, eu hei de te amar!

Oh, minha Rosinha, estrela do mar,
Tu vais pra Lisboa, deixas-me ficar!
Deixas-me ficar, deixas-me ficar,
Oh, minha Rosinha, estrela do mar!

Oh, minha Rosinha, do meu coração,
Tu vais pra Lisboa, não levas paixão!
Não levas paixão, não levas paixão,
Oh, minha Rosinha, do meu coração!

Oh, minha Rosinha, eu hei de ir, hei de ir,
Jurar a verdade, que eu não sei mentir!
Que eu não sei mentir, que eu não sei mentir,
Oh, minha Rosinha, eu hei de ir, hei de ir!


 

 

Lisboa Não Sejas Francesa

Amalia Rodrigues
 
Não namores os franceses
Menina, Lisboa,
Portugal é meigo às vezes
Mas certas coisas não perdoa
Vê-te bem no espelho
Desse honrado velho
Que o seu belo exemplo atrai
Vai, segue o seu leal conselho
Não dês desgostos ao teu pai

Lisboa não sejas francesa
Com toda a certeza
Não vais ser feliz
Lisboa, que idéia daninha
Vaidosa, alfacinha,
Casar com Paris
Lisboa, tens cá namorados
Que dizem, coitados,
Com as almas na voz
Lisboa, não sejas francesa
Tu és portuguesa
Tu és só pra nós

Tens amor às lindas fardas
Menina, Lisboa,
Vê lá bem pra quem te guardas
Donzela sem recato, enjoa
Tens aí tenentes,
Bravos e valentes,
Nados e criados cá,
Vá, tenha modos mais decentes
Menina caprichosa e má

Lisboa não sejas francesa
Com toda a certeza
Não vais ser feliz
Lisboa, que idéia daninha
Vaidosa, alfacinha,
Casar com Paris
Lisboa, tens cá namorados
Que dizem, coitados,
Com as almas na voz
Lisboa, não sejas francesa
Tu és portuguesa
Tu és só pra nós

Lisboa, tens cá namorados
Que dizem, coitados,
Com as almas na voz
Lisboa, não sejas francesa
Tu és portuguesa
Tu és só pra nós


 

 

Cheira Bem, Cheira A Lisboa

Amalia Rodrigues
 
Lisboa já tem Sol mas cheira a Lua
Quando nasce a madrugada sorrateira
E o primeiro eléctrico da rua
Faz coro com as chinelas da Ribeira

Se chove cheira a terra prometida
Procissões têm o cheiro a rosmaninho
Nas tascas da viela mais escondida
Cheira a iscas com elas e a vinho

(Refrão)
Um craveiro numa água furtada
Cheira bem, cheira a Lisboa
Uma rosa a florir na tapada
Cheira bem, cheira a Lisboa
A fragata que se ergue na proa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de Lisboa
Lisboa tem cheiro de flores e de mar

Cheira bem, cheira a Lisboa (2x)

A fragata que se ergue na proa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de Lisboa
Lisboa tem cheiro de flores e de mar

Lisboa cheira aos cafés do Rossio
E o fado cheira sempre a solidão
Cheira a castanha assada se está frio
Cheira a fruta madura quando é Verão

Teus lábios têm o cheiro de um sorriso
Manjerico tem o cheiro de cantigas
E os rapazes perdem o juízo
Quando lhes dá o cheiro a raparigas

(Refrão)

Cheira bem, cheira a Lisboa (2x)

A fragata que se ergue na proa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de Lisboa
Lisboa tem cheiro de flores e de mar

 

 

Marcha Popular: Lisboa Dos Milagres

Amalia Rodrigues
 

Lisboa, gaiata, de chinela no pé
Lisboa, travessa, que linda que ela é!
Lisboa, bailarina, que bailas a cantar
Sereia pequenina que nos guarda pelo mar

Lisboa, vem pra rua que o Santo Antônio é teu
São Pedro deu-te a lua e o mundo escureceu
Comprei-te um manjerico e trago-te um balão
Em casa é que eu não fico ó meu rico São João

Lisboa faz surgir, ai, que milagre é aquele?
Cantigas a florir num cravo de papel
Nos arcos enfeitados poisaram as estrelas
E há anjos debruçados nos telhados das vielas

Lisboa, gaiata, de chinela no pé
Lisboa, travessa, que linda que ela é!
Lisboa, ladina, que bailas a cantar
Sereia pequenina que nos guarda pelo mar

 

 

Marcha da Mouraria

Amalia Rodrigues
 

Mouraria garrida, muito presumida,
Muito requebrada,
Com seu todo gaudério,
Seu ar de mistério,
De moura encantada!
É como um livro de novela,
Onde o amor é lume
E o ciúme impera!
Ao abrir duma janela
Parece o vulto
Daquela Severa!

A marcha da Mouraria
Tem o seu quê de bairrista!
Certos ares de alegria,
É a mais boêmia,
É a mais fadista!

Anda toda encantada,
De saia engomada,
Blusinha de chita!
É franzina, pequena,
Gaiata e morena,
Cigana e bonita!
Tem a guitarra pra gemer
Um amor sublime
Que nunca atraiçoa!
Esse bairro deve ser
O lindo ou mais castiço
Da velha Lisboa!

 

 

Lá vai Lisboa | Grande Marcha de Lisboa

Amalia Rodrigues
 

Vai de corações ao alto nesta lua
E a marcha segue contente
As pedrinhas de basalto cá da rua
Nem sentem passar a gente
Olha o castelo velhinho, que é coroa
Desta Lisboa sem par!
Abram, rapazes, caminho,
Que passar vai a Lisboa
Que vai a Alfama passar!

Lá vai Lisboa com a saia cor de mar
Cada bairro é um noivo que com ela vai casar!
Lá vai Lisboa com seu arquinho e balão,
Com cantiguinhas na boca e amor no coração!

Bairro novo, bairro velho, gente boa
Em casa não há quem fique!
Vai na marcha todo o povo de Lisboa,
Da Graça a Campo d´Ourique!
Olha o castelo velhinho, que é coroa
Desta Lisboa sem par!
Abram, rapazes, caminho,
Que passar vai a Lisboa!
Que vai a Alfama passar!


 
 

 

 
 
 
 
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