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Diapasão
11 Junho, 2021
Herman José em destaque no Portal de Musica Portuguesa
Herman José
1 Maio, 2021
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Calema

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Calema – Duo Santomense de Música, Afro Pop e Sonoridades Lusófonas

Os Calema são um duo formado pelos irmãos Fradique e António Mendes Ferreira, nascidos em São Tomé e Príncipe e radicados em Portugal. A música dos dois irmãos resulta de uma combinação de ritmos africanos, pop contemporâneo, influências lusófonas e referências musicais recolhidas ao longo de um percurso que passou por São Tomé, França e Portugal. A história dos Calema começou ainda na infância, quando os dois irmãos cantavam juntos na escola, na igreja e em diferentes momentos do quotidiano em São Tomé. A música fazia inicialmente parte da vida familiar e era encarada como uma paixão, mas a vontade de cantar em conjunto foi crescendo até se transformar num projeto artístico profissional. ([forum.pt])

São Tomé, França e o início dos Calema

Antes da afirmação internacional, Fradique e António passaram por diferentes experiências musicais e começaram por interpretar versões de outros artistas. Em França deram passos importantes na construção da sua carreira e desenvolveram uma identidade própria, mantendo sempre uma ligação forte às suas raízes santomenses. Em 2009, os irmãos adotaram o nome Calema, uma palavra associada à ondulação forte junto à costa africana. O nome tornou-se posteriormente inseparável de um projeto musical que procura transportar para as suas canções referências às origens, às viagens e às diferentes culturas que fazem parte do seu percurso. ([universalmusic.pt])

Os primeiros álbuns e a afirmação musical

Um dos primeiros trabalhos importantes dos Calema foi “Bomu Kêlê”, expressão em crioulo que significa “vamos acreditar”. O projeto reuniu temas originais compostos pelos próprios irmãos e mostrou desde cedo a vontade de cruzar diferentes referências culturais e linguísticas. Em 2017 surgiu “A Nossa Vez”, trabalho que marcou uma nova etapa na carreira da dupla. A canção com o mesmo nome ganhou uma enorme projeção e ajudou a levar a música dos Calema a um público muito mais vasto, tanto em Portugal como junto das comunidades lusófonas. ([rtp.pt])

Calema e a música lusófona

A identidade dos Calema não se limita a uma única tradição musical. As suas canções cruzam elementos da música africana com pop, ritmos dançáveis e outras influências presentes no espaço lusófono. Esta diversidade está relacionada com a própria história dos irmãos e com as experiências acumuladas entre São Tomé e Príncipe, França e Portugal. Temas como “A Nossa Vez”, “Casa de Madeira”, “Vai”, “Te Amo” e outros sucessos ajudaram a consolidar uma sonoridade reconhecível, baseada na combinação das duas vozes e numa produção musical contemporânea.

Calema nos grandes palcos

O crescimento da carreira dos Calema refletiu-se também na dimensão dos seus espetáculos. A dupla passou de atuações em espaços mais pequenos para concertos em grandes salas e recintos, apresentando-se em Portugal e em vários países perante públicos ligados às comunidades portuguesas e à música lusófona. Em 2025, os Calema realizaram um concerto no Estádio da Luz, perante cerca de 55 mil espectadores. Em 2026 continuaram a apresentar uma produção de grande dimensão através da Origin Tour Stadium, incluindo um concerto no Estádio Municipal de Braga que foi transmitido em direto para salas de cinema. ([nos.pt])

Uma carreira com dimensão internacional

A projeção dos Calema ultrapassou há muito as fronteiras de Portugal e de São Tomé e Príncipe. A dupla apresentou a sua música em diferentes países e construiu uma relação particularmente forte com públicos de várias comunidades lusófonas. A sua carreira inclui também diferentes fases discográficas, entre as quais se destaca o projeto “Voyage”, apresentado em três capítulos em 2024 e concebido em torno das origens, das viagens e do encontro entre diferentes culturas e sonoridades. Em 2026, os Calema continuam a desenvolver novos trabalhos e colaborações, mantendo essa dimensão internacional. ([universalmusic.com.br])

Calema na música portuguesa e lusófona

A história dos Calema representa também uma ligação musical entre São Tomé e Príncipe, Portugal e outros espaços da lusofonia. Através das suas canções, os irmãos Fradique e António transportam para o palco diferentes referências culturais, mantendo presentes as suas origens enquanto desenvolvem uma linguagem musical contemporânea. Esta página reúne informação sobre o percurso dos Calema, os primeiros trabalhos, os álbuns, as principais canções, os espetáculos e diferentes momentos de uma carreira construída entre África, Europa e o universo musical lusófono.
Calema – Vai Calema – Dá-me Dá-me Calema – Vai Calema – A nossa vez
Arquivo Biográfico

Biografia
Fradique e António Mendes Ferreira, nasceram em São Tomé e Príncipe, respetivamente na Roça Ribeira-Peixe no sul do país (1987) e na capital São Tomé (1992).
Com a mesma mestiçagem que carateriza o povo Santomense, descendem de Cabo-verdianos, portugueses e angolares transportando em si uma diversa herança cultural que os conduziu à paixão pela música.
Frequentam a instrução primária em São João dos Angolares, capital do distrito de Caué, onde fizeram parte do grupocoral da Igreja de Santa Cruz dos Angolares.
Em 2009 procuram um nome mais curto e que tivesse um melhor significado e o escolhido mutuamente foi Calema. Calema significa uma especial ondulação na costa Africana, como as ondas ao chegar a praia trazem consigo sempre alguma coisa. Os Calema trazem : música, sorriso, emoções, cultura e o sol santomense.
Desde muito cedo participaram em vários concursos vencendo Lusartist e onde começaram a trabalhar o disco de estreia “Bomu Kêlê” (Vamos acreditar em crioulo). Disco repleto de surpresas em crioulo e em português, onde os Calema desafiaram-se compondo todos os temas do disco.
Estes dois rapazes surpreendem com o misto das suas vozes cristalinas, vozes puras, vozes potentes.
Onde eles passam nunca ficam desapercebidos, as suas personalidades humildes, músicos carismáticos, e por vezes chamados os anjos Calema.
“O segredo de um vencedor é acreditar na vitória e destruir barreiras com a fé”
(in)

Noticia 1
“Entrevista ao Correio da Manhã”

Calema: “Quando começámos só tocávamos em ‘lá’ porque não sabíamos mais nenhum acorde”

Inverteram um destino de privações. Deixaram São Tomé com o sonho de serem músicos. Dia 13 atuam perante um Coliseu de Lisboa já esgotado
Fradique e António são dois irmãos santomenses, separados por cinco anos de diferença, que são um dos maiores fenómenos musicais em Portugal. Ainda se recordam de quando andavam na praia a jogar à bola ou na roça do avô a apanhar cacau. Transformaram um sonho improvável numa realidade absoluta. Numa altura em que já ultrapassam as 100 milhões de visualizações no Youtube, dizem que só querem servir de exemplo. O espetáculo que os Calema vão dar dia 13 no Coliseu de Lisboa é o primeiro de um artista santomense naquela sala. Neste momento vocês devem ser heróis nacionais! Fradique – [risos] De facto, somos muito acarinhados. Em São Tomé vamos na rua e toda a gente nos convida para entrar e comer qualquer coisa… Já há pais que dizem aos filhos para olharem para o que conseguimos. Qualquer dia são condecorados? Fradique – Nós só queremos ser um exemplo. Do sítio de onde vimos, há gente que passa por muitas necessidades e nós queremos mostrar que se pode concretizar os sonhos. Hoje já há pessoas em São Tomé que acreditam que é possível sair de uma zona desfavorecida e ultrapassar as dificuldades. António – É curioso porque os países vizinhos de São Tomé já falam muito de nós. No ano passado, estivemos numa escola em Moçambique com os estudantes a dizerem-nos que nós somos um exemplo para eles. Há pouco tempo estivemos na Guiné- -Bissau a tocar para 60 mil pessoas. Nós quebrámos barreiras que as pessoas não acreditavam serem possíveis. Este Coliseu acontece cedo demais para vocês? António – Não. Eu acho que nós nunca estivemos preparados para nada do que nos aconteceu. Nós é que nos fomos adaptando. Mesmo quando estávamos em São Tomé já era assim. Quando queríamos tocar e cantar, e não tínhamos sítios onde pudéssemos aprender, tivemos de nos adaptar. Víamos os músicos a tocar na televisão e imitávamos a posição dos dedos na guitarra. Como foi esse início em São Tomé? António – Os nossos pais tinham vários tipos de música em casa e nós começámos naturalmente a ouvir. Quando íamos para a praia ou para a roça, íamos sempre a cantar. As pessoas começaram a ouvir-nos e a dizer-nos que devíamos cantar juntos. Acho que foi aí que começámos a ganhar interesse pela música e por querer aprender a tocar um instrumento. E foi fácil conseguir instrumentos? Fradique – Não. Lá não havia instrumentos. Foi uma tia nossa, a tia Paula, que vem referida numa das canções deste disco, que nos emprestou uma guitarra. Nós não sabíamos tocar, claro! O primeiro a arriscar foi o António. António – Foi engraçado porque nós ficámos muito contentes, mas ficámos a pensar: “E agora, como é que isto se toca?” E havia escolas de música por lá? António – Não. Nem internet, nem livros, nem nada onde pudéssemos aprender. Às vezes ainda nos indicavam determinada pessoa que sabia tocar, mas depois chegávamos lá e ela não sabia ensinar. Foi um músico cabo-verdiano que um dia nos deu um papel muito velhinho que tinha uns acordes apontados. Com aquilo e com a ajuda de um DVD que tínhamos em casa é que começámos a tentar tocar. Mas era tudo muito de ouvido e muito improvisado. Até as cordas da guitarra eram feitas com fios de pesca e fios de aço dos travões do carro. Fradique – Quando começámos a cantar nos bares dos hotéis, todas as músicas que tocávamos era em ‘Lá’ porque não sabíamos mais nenhum acorde [risos]. Essa guitarra ainda existe? António – Sim, existe. Neste momento está guardada em França com os nossos pais. É uma guitarra de muito boa qualidade, já andou à chuva, já entrou na água, já apanhou sol em cima de uma chapa de zinco, e tem uma longa história. Nessa altura já pensavam na música para o futuro? Fradique – Não. Aquilo para nós era pura diversão. Acho que os nossos pais é que sentiam aquilo mais na pele. Lembro-me que uma vez estávamos a ir para a capital para cantar e o carro começou a meter fumo. Tivemos de viajar não sei quantos quilómetros com as cabeças de fora [risos]. E hoje como é que olham para esses episódios? António – Por um lado rimos muito, mas por outro olhamos para eles como ensinamentos. As dificuldades são algo que nos prepara para o futuro. Fradique – Nesse aspeto, acho que tivemos uma infância que nos preparou bastante. E a escola como é que era? António – Íamos para a escola às sete de manhã e regressávamos ao meio dia. Tínhamos a tarde toda livre, mas só ao fim de semana é que nos dedicávamos mais à música. Era quando íamos cantar nos bares. E como reagia o público? Fradique – Reagia bem. No início, como tocávamos mal, as nossas apresentações eram praticamente à cappella [risos]. Naquela altura, por acaso, soávamos bem [risos]. E um dia decidem vir para Portugal. São Tomé estava pequeno demais para vocês? Fradique – Sim. Tudo o que víamos na televisão era com uma qualidade que achávamos impossível. No início, uma simples fotografia tirada em São Tomé tinha de ser revelada em Portugal. Levava uma semana a chegar. E na música era a mesma coisa, era impossível atingir uma certa qualidade. E como os nossos pais tinham planos de sair de São Tomé, aproveitámos. Entretanto transformaram-se num fenómeno: 100 espetáculos num ano e 100 milhões de visualizações. O que acham que trouxeram de novo? Fradique – Eu acho que não viemos trazer nada de novo porque aqui já há muita coisa. Eu acho que só viemos acrescentar. Eu acho que trouxemos um bom lado de sol, de calor e um enorme sorriso. Lembro-me que quando aqui chegámos, as pessoas falavam-nos muito na crise. Mas nós em São Tomé sempre vivemos em crise. Aqui o facto de termos um almoço, um pequeno-almoço ou um pedaço de pão com manteiga para nós já estava bom. O FESTIVAL QUE OS SALVOU Que idade tinham quando decidiram trocar São Tomé por Portugal? Fradique – Eu tinha 21 e o António 16. Vim para Évora e ele um mês depois para Lisboa. Na altura dedicámo-nos aos estudos e a música ficava para o fim de semana. Era a forma de alimentarmos o bichinho. António – Mas é preciso dizer que nós até nem tínhamos a ideia de sair tão cedo de São Tomé. Então o que é que apressou essa decisão de sair? Fradique – Foi um episódio muito curioso. Uma tarde eu estava na praia a jogar à bola e o António na roça do nosso avô a apanhar cacau. Entretanto, um primo nosso veio a correr ter comigo a dizer que o nosso pai tinha ouvido a notícia de um festival na capital e que ele ia tentar meter-nos lá dentro [risos]. António – Nós tivemos medo de sermos barrados à entrada porque não tínhamos convite, mas lá fomos. O meu pai continuava a dizer que nos ia meter no palco [risos]. Quando lá chegámos para o apresentar disse que o máximo que podia fazer era deixar-nos atuar quando chegasse a altura do intervalo. E assim aconteceu. O que é que cantaram? Fradique – Cantámos três músicas, uma delas o ‘Saudade’ de Cesária Évora. Por sorte estava lá a assistir precisamente o produtor da Cesária, que veio ter connosco a dizer que nos queria fazer uma proposta de um contrato. Acho que só aí, pela primeira vez, é que começámos a imaginar uma coisa maior. António – Sim, ali fez-se luz verdadeiramente
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Noticia 2

“Feira de São Mateus – Viseu”

A dupla Calema vai atuar esta noite de sexta-feira (31 de agosto) na Feira de S. Mateus. O duo de S. Tomé e Príncipe, formado pelos irmãos Fradique e António Mendes Ferreira, trará na bagagem até Viseu a herança cultural e a paixão pela música que os carateriza.

Conhecidos em Portugal por temas como “A Nossa Vez” e “Casa de Madeira”, Fradique e António começaram a carreira de cantores em França. De lá arrancaram com o fenómeno de sucesso global que coloca a sua música para o topo das canções mais vistas no YouTube – como é o caso de “A Nossa Vez”, que soma mais de 57 milhões de visualizações – e a banda sonora de telenovelas.

Com três álbuns na discografia, “A.N.V.”, lançado em 2017, foi o que deu mais notoriedade aos Calema. Agora, a dupla irá trazer à Feira de S. Mateus as melhores músicas do seu repertório. O concerto está agendado para as 22h00 no Palco Santander, com o custo de entrada no valor de três euros.

No palco #viseufolk, as atuações estão a cargo do Grupo de Cantares da Associação Cultural, Recreativa e Social de Pascoal às 18h30 e do Rancho Folclórico Verde Gaio de Lordosa às 19h30.

in https://www.jornaldocentro.pt

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