


Contactos para espectaculos
Concertos dos Diapasão
Tel: 961479169

Os Diapasão são um dos grupos com percurso mais longo na música popular portuguesa e na música de baile. Formado em 1980, o grupo construiu ao longo de várias décadas uma carreira marcada pelos espetáculos ao vivo, por uma extensa discografia e por canções que ficaram associadas às festas, romarias e celebrações populares em Portugal.
No centro da história dos Diapasão encontra-se António Marante, voz principal e guitarrista do grupo. A ligação entre Marante e os Diapasão tornou-se uma das características mais reconhecíveis da formação, embora o percurso do grupo seja resultado do trabalho conjunto dos vários músicos que passaram pela banda ao longo dos anos.
Os Diapasão começaram a sua atividade em 9 de junho de 1980, numa época em que os grupos de música de baile tinham uma presença muito forte nas festas e comunidades locais. Nos primeiros anos, a formação gravou vários discos em vinil e foi construindo uma relação próxima com o público através dos concertos e do repertório popular.
Em 1989, o grupo passou a trabalhar com a editora Vidisco, iniciando uma nova etapa discográfica. Ao longo das décadas seguintes, os Diapasão editaram mais de vinte trabalhos e receberam várias distinções pelas vendas, incluindo Discos de Prata, de Ouro e de Platina. Estes números pertencem sobretudo à época da edição física e devem ser entendidos no contexto da indústria discográfica desse período.
Entre as canções mais associadas aos Diapasão encontra-se “A Bela Portuguesa”, um dos temas que ajudaram a definir a identidade popular do grupo. Ao longo da carreira destacaram-se também canções como “Dá Cá, Dá Cá, Dá Cá”, “Eu Vou Amá-la” e “Viagem de Postal”, entre muitas outras.
Este repertório ajudou a consolidar os Diapasão como um grupo ligado à música de baile e aos ambientes de festa, com canções pensadas para serem cantadas e dançadas pelo público. A simplicidade das melodias, a proximidade das letras e a experiência adquirida nos palcos contribuíram para a longevidade do projeto.
Os espetáculos constituem uma parte fundamental da história dos Diapasão. Desde as festas populares e romarias até a grandes eventos e concertos, o grupo manteve ao longo dos anos uma forte ligação à música ao vivo e ao contacto direto com o público.
A atividade dos Diapasão estendeu-se também às comunidades portuguesas no estrangeiro. O grupo realizou atuações em vários países europeus e na América do Norte, levando consigo um repertório profundamente ligado à música popular portuguesa e aos ambientes festivos das comunidades emigrantes.
A história dos Diapasão está inevitavelmente ligada ao percurso de Marante. Em 1989, António Marante iniciou também uma carreira a solo, desenvolvendo uma vertente musical diferente daquela que apresentava com o grupo. Foi nessa fase que surgiram temas como “Som de Cristal” e “Garçon”, que passaram a fazer parte do repertório associado ao cantor.
A carreira a solo de Marante não substituiu o percurso dos Diapasão. Pelo contrário, as duas dimensões passaram a coexistir: de um lado, o trabalho do cantor e compositor a solo; do outro, a continuidade do agrupamento musical que ajudou a criar e que se tornou uma referência da música de baile portuguesa.
Em 2025, os Diapasão assinalaram 45 anos de carreira, numa celebração que incluiu o lançamento de um álbum comemorativo com temas marcantes do repertório do grupo e novas gravações. Esta etapa reforça a dimensão histórica de uma formação que atravessou diferentes épocas da indústria musical portuguesa sem perder a ligação ao seu público.
Esta página reúne informação sobre a história dos Diapasão, os seus discos, principais canções, atuações e a ligação artística a Marante, preservando diferentes momentos de um percurso iniciado em 1980 e profundamente ligado à história da música popular portuguesa.


Desde 1980, que os Diapasão existem como grupo de musica portuguesa… Muitos são os sucessos ao longo destas décadas, mais de 20 discos gravados. Sempre tiveram grandes resultados nas vendas dos discos até à era digital, conseguiram várias distinções, entre elas: 1 disco de platina, 1 de ouro e vários de prata. Destacando os sucessos que o povo ouve, lembramos apenas alguns desses temas de top: – Bela Portuguesa, Dá cá, Dá cá, Dá cá, Eu vou amá-la, Viva as Mulheres, Meio-dia às 4 da tarde, Uma festa à portuguesa, Bonita mas mentirosa, Viagem de Postal, etc.
O grupo é formado por 6 músicos de palco que a seguir apresentamos: António Marante na Voz principal e Guitarras, Manuel Bessa é o Baixista, Jorge Moreira é Guitarrista, o Filipe Rodrigues faz cor e é o teclista, o Armando Mendes é o Baterista, e o Jorge Marante que também é vocalista, faz coros e é percussionista (a formação atual já não esta)
Entrevista
Diapasão – Entrevista”
Autor dos êxitos “A Bela Portuguesa”, “Garçon” e “Som de Cristal”, António Marante, músico do Agrupamento Musical Diapasão, lançou uma carreira a solo em 1989. Em entrevista ao Vivacidade, o músico residente em Fânzeres recorda alguns momentos de uma longa vida ligada à música.
Quando começou a sua ligação à música?
Vim para o Porto muito novo, com seis anos. Fiquei a morar em Campanhã e quando acabei a 4ª classe tive vários empregos. Mais tarde, com 15 anos, enveredei por uma carreira no futebol e joguei profissionalmente no SC Salgueiros. Depois fui mobilizado para Angola e só regressei a Portugal em 1972, no dia 16 de maio. Antes de ir para Angola já tinha uma banda e tocava esporadicamente, mas só passei a ser músico profissional em 1991.
O que o levou a dedicar-se profissionalmente à música?
Já não havia compatibilidade para trabalhar e ser músico nas horas livres. Desde 1980 que tocava com os Diapasão e a música já ocupava grande parte do meu tempo.
A banda surgiu em 1980. Fale-nos das origens do grupo…
Mais concretamente no dia 9 de junho de 1980 [risos]. Começamos por gravar numa editora dos Montes Burgos e fizemos sete discos em vinil. O primeiro disco atingiu o maior número de vendas em cassete. Em 1989, surge o convite da editora Vidisco, que ainda hoje é a editora que representamos.
Julgo que nunca mais vai existir uma banda como os Diapasão. Não só pela longevidade mas também pela nossa fidelidade ao estilo musical que praticamos. Foi sempre assim e continuará a ser. Somos conhecidos internacionalmente e já tivemos digressões na Europa e nos Estados Unidos.
A que se deve o sucesso dos Diapasão?
Deve-se ao nosso público. Hoje a indústria da música mudou muito. Nós conseguimos 20 discos de prata, 9 de ouro e um de platina, mas eram outros tempos. Atingimos o disco de platina com 40 mil unidades. Hoje é impensável atingir esse número de discos vendidos.
Há algum concerto que tenha ficado na memória?
Não há espetáculos iguais, mas há espetáculos que nos marcam. A Queima das Fitas de Coimbra e a Queima das Fitas do Porto foram especiais para nós. Nunca nos imaginamos a tocar nesse tipo de eventos.
O que leva o Marante a lançar uma carreira a solo?
Em 1989, decidi lançar-me a solo, tal como outros elementos dos Diapasão. Queria fazer a solo aquilo que não poderia fazer na banda. Sei que todos os meus discos a solo são diferentes do trabalho dos Diapasão, mas tinha essa necessidade criativa. Assim surgiram temas como “Garçon” e “Som de Cristal”, que me trouxeram uma notoriedade que eu não tinha. Hoje sou praticamente obrigado a cantar essas músicas em todos os concertos que dou.
Os concertos dos Diapasão e do Marante são conhecidos pela duração. O que vos leva a continuar a tocar?
Por norma tentamos galvanizar ao máximo o nosso público. Quando vemos que as pessoas estão a gostar tentamos dar mais um pouco de nós. É certo que tudo tem um fim, mas procuramos não defraudar ninguém. Queremos que os espetáculos acabem sempre bem.
Quantos concertos realiza durante o ano?
É sempre relativo, mas posso dizer que já fiz 180 num ano. Nos últimos anos, as comissões de festas e as autarquias têm algumas dificuldades para realizar festas e romarias. Cada vez existem menos festas populares porque as comissões de festas tendem a acabar. Além disso, tocamos sempre na França, em Luxemburgo, na Alemanha e nos Estados Unidos.
Levam sempre um pouco de Portugal às comunidades portuguesas?
Claro que sim. Essa é a nossa principal missão. Procuramos sempre levar o que as pessoas estão habituadas a ouvir.
Sente que a música popular portuguesa é desconsiderada?
Por vezes sim, mas o grande juiz é sempre o público. No entanto, acho que as televisões deveriam ter mais cuidado com a música que passam, mas não julgo nem critico ninguém.
Há quantos anos reside em Gondomar?
Vivo em Gondomar há mais de 20 anos. Sinto-me bem aqui e vi Gondomar crescer. Fico contente porque o concelho tem hoje outras possibilidades de crescimento.
Já atuou nas Festas do Concelho. Gostaria de repetir esse feito?
Estou disponível para isso, mas só vou onde me convidam. O Rosário é uma das festas mais importantes do Norte do país e é sempre um orgulho atuar em Gondomar.
Vai atuar em Baguim, nas Festas a São Brás…
Sim, é o meu próximo concerto. Tenho uma surpresa preparada, mas não posso revelar [risos]. Depois vou para a França, em fevereiro, e entretanto começa a época de concertos.
(in vivacidade.org . Jan.2017)
Veja ainda neste portal: Bandas Portuguesas e Grupos de Musica Baile
outros Links: Youtube antigo | apresentação no Portal da Musica Ao vivo