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A discografia de Paulo Gonzo acompanha várias décadas da música portuguesa, desde as primeiras experiências ligadas ao blues e ao rock até aos álbuns de canções em português, projetos de duetos, gravações ao vivo e lançamentos mais recentes.
1986 – My Desire
Primeiro álbum de Paulo Gonzo a solo, ainda muito ligado às suas influências de soul, blues e música anglo-saxónica. O trabalho inclui temas interpretados em inglês e marca o início da sua carreira discográfica individual.
1992 – Pedras da Calçada
Um momento importante na carreira de Paulo Gonzo, por assinalar uma aproximação mais forte à composição e interpretação em português. O álbum inclui Jardins Proibidos, uma das canções mais conhecidas do cantor.
1995 – Fora D’Horas
Trabalho que reúne diferentes influências da música portuguesa e internacional e conta com a participação de vários músicos e compositores. Entre os temas associados ao álbum encontram-se Acordar e Tiro à Queima Roupa.
1997 – Quase Tudo
Um dos álbuns de maior sucesso da carreira de Paulo Gonzo. O disco reúne vários temas marcantes e inclui uma nova versão de Jardins Proibidos, gravada em dueto com Olavo Bilac.
1998 – Suspeito
Álbum produzido por Frank Darcel, com a participação de vários músicos portugueses. Pagava P’ra Ver, Ser Suspeito e Fogo Preso fazem parte do repertório deste trabalho.
1999 – Live Unplugged
Registo ao vivo que apresenta Paulo Gonzo num formato mais próximo e acústico, revisitando algumas das canções do seu percurso e dando destaque à interpretação vocal.
2001 – Mau Feitio
Novo álbum de originais que mantém a ligação do cantor à canção portuguesa, combinando diferentes influências musicais com uma forte componente de composição e interpretação.
2005 – Paulo Gonzo
Álbum que recupera e desenvolve a identidade musical construída ao longo dos anos, com novas canções e uma produção contemporânea para a época.
2010 – By Request
Projeto que recupera temas conhecidos do repertório de Paulo Gonzo e apresenta uma seleção orientada para algumas das canções mais pedidas pelo público.
2011 – Só Gestos
Álbum que inclui novas canções e diferentes colaborações. Entre os temas associados ao trabalho encontra-se Vencer ao Amor, posteriormente apresentado também numa versão com India Martínez.
2012 – 35 Anos de Carreira
Projeto associado à celebração dos 35 anos de carreira de Paulo Gonzo. O período ficou marcado por concertos nos Coliseus de Lisboa e do Porto e pela participação de vários convidados da música portuguesa.
2013 – Duetos
Um dos projetos mais particulares da discografia de Paulo Gonzo. O álbum reúne encontros musicais com vários artistas portugueses e internacionais, incluindo Jorge Palma, Rui Reininho, Tito Paris, Anselmo Ralph, Ana Carolina, Fafá de Belém e India Martínez.
2017 – Diz-me
Álbum de originais que representa uma nova etapa na carreira do cantor. O trabalho entrou diretamente para o primeiro lugar da tabela portuguesa de vendas e inclui novas canções e colaborações.
2020 – Essencial
Compilação que reúne algumas das canções mais importantes do percurso de Paulo Gonzo. O trabalho inclui também três temas inéditos, permitindo juntar memória e material novo numa mesma edição.
2022 – Não Dá
Álbum que dá continuidade à produção de música original de Paulo Gonzo, mantendo a sua ligação à canção portuguesa e às influências de soul, blues e pop que atravessam a sua carreira.
2026 – Da Janela do Meu Quarto
Single lançado em fevereiro de 2026 pela Sony Music Entertainment Portugal. O tema representa um dos lançamentos mais recentes da carreira discográfica de Paulo Gonzo e dá continuidade ao trabalho de composição e gravação do cantor.
Ao longo desta discografia, Paulo Gonzo foi alternando entre álbuns de originais, projetos ao vivo, compilações e trabalhos de colaboração. A sua evolução musical acompanha também a transformação da música portuguesa das últimas décadas, mantendo uma ligação constante à voz, à composição e às influências de soul, blues e pop.




Biografia em 2017
Os 30 anos de carreira de Paulo Gonzo fazem dele um ícone da música portuguesa, não apenas para toda uma geração que cresceu a ouvi-lo mas também para uma nova vaga de fãs e artistas que nele se inspiram e escutam com admiração.
Paulo Gonzo começou a tocar em bares e clubes locais em 1975, como membro fundador, cantor e compositor da Go Graal Blues Band. Foi o primeiro álbum, intitulado “Go Graal Blues Band” e o single “Outside” que iniciou uma longa e bem sucedida carreira musical.
Este primeiro álbum tornou-se rapidamente Disco de Ouro. Em 1980 é editado “White Noise” que inclui o single “Touch Me Now”. Após outros álbuns e singles de sucesso como “Lonely” (single, 1981), “Black Mail” (álbum, 1983) e “Dirty Brown City” (1984), decide finalmente lançar-se a solo com o single “So Do I”, tema que alcançou sucesso imediato, vendendo mais de 50.000 cópias.
O ano de 1986 foi um marco na carreira de Paulo Gonzo, que gravou o seu álbum de estreia “My Desire”. Este trabalho reúne materiais originais escritos por Charlie Midnight, Dan Hartman, Daniel Lavoie e Jimmy Scott, bem como uma espantosa interpretação de Otis Redding em “These Arms of Mine”.
Neste período foi lançado o single “Stay”, que vendeu 10.000 cópias e se manteve no top das músicas mais vendidas durante semanas a fio. No seguimento deste sucesso, grava “My Girl/She Knocks Three Times” e, no final de 1989, é lançado “Can’t Be With you”.
Mas é em 1992 que Paulo Gonzo lança o seu primeiro álbum em português, “Pedras da Calçada”. Das doze músicas que fazem o alinhamento deste registo, uma distinguiu-se em termos de popularidade através da sua melodia distinta e sensualidade: “Jardins Proibidos”. Este tema solidifica a sua carreira, que se torna numa referência no panorama musical português.
O álbum que se seguiu foi “Fora D’Horas”. Lançado em 1995, este trabalho envolveu a participação de inúmeros artistas de renome, a nível nacional como internacional como: Pedro Abrunhosa, Rui Reininho, Pedro Malaquias e Frank Darcel (produtor de Etienne Daho), que produziu este registo. Dele ficaram para sempre as grandes canções como “Acordar”, “Tiro à Queima Roupa”, “Leve Beijo Triste” e “Noite das Sete Colinas”, incontornáveis referências da música popular portuguesa moderna.
No entanto, foi o álbum “Quase Tudo” (1997) que revelou ser o maior sucesso de Paulo Gonzo até à data, atingindo a sêxtupla platina e solidificando mais o nome e a carreira do músico em Portugal. A compilação reúne alguns dos seus melhores trabalhos até à data, incluindo uma versão de “Jardins Proibidos”, cantada em parceria com Olavo Bilac (Santos e Pecadores).
O projecto seguinte de Paulo Gonzo, “Suspeito” (1998), foi produzido por Frank Darcel e algumas letras dos seus temas são da autoria de Pedro Malaquias e Rui Reininho. Juntou-se a um leque de músicos extraordinários como, Bernardo Sassetti, Zé Pedro (Xutos e Pontapés), Gonçalo Pereira, Texino, Dalu, Nani Teixeira, Phillippe Decock e Flak (ex-Rádio Macau). Os casos de sucesso das suas músicas repetiram-se em “Pagava P’ra Ver”, “Ser Suspeito”, “Fogo Preso” e “Humano e Pouco Mais”.
Em 1999, Paulo Gonzo lança “Live Unplugged”, um álbum ao vivo que retrata a sua carreira desde o seu primeiro single a solo, “So do I”, até “Ser Suspeito”. Deste álbum constam os êxitos “Jardins Proibidos” e “Dei-te Quase Tudo”, entre outras pérolas musicais.
2005 foi o ano em que Paulo Gonzo comemorou 20 anos de carreira a solo, regressando com um novo álbum, homónimo. “Paulo Gonzo” e o conceito que o rodeia rebuscam de forma indelével o passado “bluesy” de Paulo Gonzo, trazendo à superfície as influências musicais que o têm acompanhado desde o início com a “Go Graal Blues Band”. O registo contou desta feita com a participação de Rui Veloso.
No ano de 2007, passa a integrar a prestigiada série ‘Perfil’, na qual já foram publicados alguns dos maiores nomes da música Pop actual, como por exemplo Adriana Calcanhotto ou Tom Jobim. “Perfil” de Paulo Gonzo é uma colecção com todos os temas que celebrizaram o músico, incluindo ainda uma canção inédita, ‘Diz-me Tu’, bem como nova versão do clássico ‘Leve Beijo Triste’, gravada em dueto com Lúcia Moniz.
Editado em 2010, “By Request” recupera alguns dos melhores temas do Songbook Americano. Grandes êxitos como “Midnight hour”, “Love Man” ou “These arms of mine”, fazem parte deste fabuloso registo cantado em inglês e gravado em Nova Iorque com a produção da dupla Cindy Blackman/Jack Daley.
Em Novembro de 2011, lança o álbum de originais “Só Gestos”, que conta com a participação especial de Tito Paris, Pedro Jóia e Miguel Sousa Tavares, este último como letrista do tema “Vem”. Os dois singles “São Gestos” e “O (teu) brinquedo” conquistaram rapidamente um lugar de destaque nas playlists das principais rádios do país.
Em 2012, Paulo Gonzo celebrou 35 anos de carreira com dois concertos esgotados nos Coliseus do Porto e de Lisboa, onde contou com convidados muito especiais como Jorge Palma, Rui Reininho (GNR), Lúcia Moniz, Zé Pedro e Tito Paris.
A 25 de Março de 2013 será lançada a edição especial de “Só Gestos”, que incluirá o tema “Vencer Ao Amor” em dueto com a cantora-sensação espanhola India Martínez. Esta nova edição contará com com 2 faixas bónus, duas versões deste dueto tão especial, em português e castelhano.
Paulo Gonzo é uma referência na música pop produzida em Portugal nas últimas duas décadas. Graças a uma voz de características únicas, canções marcantes e uma forte personalidade. (…)
(in Facebook )
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