Grupo Folclórico Juvenil de Galegos Santa Maria

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Deolinda
26 Março, 2017
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26 Fevereiro, 2017

Grupo Folclórico Juvenil de Galegos Santa Maria

O Grupo Folclórico Juvenil de Galegos Santa Maria foi fundado em 5 de Maio de 1977 e inaugurado oficialmente com a sua primeira actuação em 19 de Junho desse mesmo ano.

A sua principal intenção é de não se deixar perder o folclore da região, manter vivos os usos e costumes, danças e cantares das suas gentes.

O repertório compõe-se de danças recolhidas na região, tendo sido para isso necessário indagar junto de pessoas idosas para se certificar a sua autenticidade. São danças de movimentos, vivas e graciosas, como é próprio do baixo Minho onde predominam os Viras, Chulas e Malhões.

O seu traje procura transmitir fielmente a imagem dos antepassados desta freguesia e exibe o traje domingueiro e o de noiva.

A tocata é composta por concertinas, violas braguesas, cavaquinho, reque-reque, bombo, violão e ferrinhos.

Galegos Santa Maria, situada no Vale do Tamel assenta numa planície com pequenas ondulações de terreno e é fertilizada pelo Ribeiro do Eirôgo, que nasce na vizinha freguesia de Oliveira.

Terra de longínquas tradições no aproveitamento do barro, Galegos Santa Maria tem como principal indústria a olaria, fabricando-se principalmente o figurado em barro.

Falar de Galegos Santa Maria é falar do célebre Galo de Barcelos, oriundo desta freguesia, e de oleiros famosos como Rosa Cota, Mistério, Ana Baraça e muitos outros. Só por isto se justifica o símbolo do estandarte deste Grupo Folclórico com o galo e os músicos de artesanato, representando com as suas características o trabalho a que se dedica a maior parte de gente da nossa terra.

Num domingo de Janeiro de 1976, após a realização de um Baile dos Reis, bailes estes que se realizavam num período compreendido entre o Natal e o fim de Janeiro, caracterizados pela manifestação de alegria popular, pela crença religiosa e pelo seu enredo próprio de danças e contradanças de Reis Magos e pastores, depois de apresentada a encenação, percorria todos os lugares da freguesia. E, por vezes, nalgumas freguesias vizinhas, surgiram concertinas, cavaquinhos, violas, bombo e out ros, como habitualmente, que tocando viras e malhões prendiam a atenção daquelas pequenas multidões que assistiam aos já mencionados Bailes dos Reis.

Estas pessoas, ouvindo estes tocares ritmados, convidativos a danças alegres e movimentadas, ideais para expressar e exteriorizar de forma mais completa a alegria do momento, uns sabendo e outros nem tanto, mas fazendo por acompanhar, formavam rodas e filas tentando recriar as danças de antigamente, tal como se recordavam. Foi assim, que atentos a estas manifestações de alegria e apreço pelas tradições populares que surgiu nos senhores Fernando Morgado de Abreu e Agostinho Coelho Esteves a ideia da formação de um grupo folclórico, que iria velar pela preservação e perpetuação dessas mesmas tradições.

Convidaram para o efeito outras pessoas da freguesia, tendo todos juntos constituído a primeira direção, assim hierarquizada: Fernando Morgado de Abreu – Presidente; Agostinho Coelho Esteves – Vice – Presidente (ambos responsáveis pela orquestra); António da Purificação Gomes de Abreu Morgado – 1º Secretário e 1º ensaiador; Joaquim Arantes de Araújo – 2º Secretário e 2º ensaiador; Manuel Alves São Bento da Silva – 1º Tesoureiro (também responsável por transportes, lanches e roupas); Manuel Baptista Gonçalves Anjo – 2º Tesoureiro (também responsável por montagens e desmontagens de estruturas); Padre Joaquim Pereira da Silva – responsável pelos assuntos da paróquia. Em conjunto constituíram uma equipa capaz de dar início ao grupo, sendo estes os nossos fundadores.

Tornou-se relativamente fácil a angariação de elementos, crianças e adolescentes, cuja idade não podia exceder os quinze anos não se devendo por isso esquecer que se denominou o grupo por “Grupo Folclórico Juvenil de Galegos Santa Maria”, já que uns simples avisos dados pelo pároco no decorrer das missas da freguesia foram quase tudo o que então foi necessário. Seguiram-se os primeiros ensaios onde se transmitiu e ensinou aos seus componentes a ideia subjacente ao projeto.
Na sua formação teve grandes dificuldades financeiras na aquisição dos trajes genuínos e instrumental, mas felizmente foram ultrapassados devido ao entusiasmo e esforço de várias pessoas da nossa terra.

O repertório compõem-se de danças recolhidas na região, tendo sido para isso necessário indagar junto de pessoas idosas, organizando entrevistas e documentando as mesmas, para se poder certificar da sua autenticidade. O seu traje procura transmitir fielmente a imagem dos antepassados desta freguesia e exibe o traje Domingueiro e o de Noiva.

A fundação oficial e sua apresentação data de 5 de Maio de 1977, tendo contudo participado, dois dias antes, no desfile etnográfico das Festas das Cruzes em Barcelos. A sua primeira atuação realizou-se a 19 de Junho do mesmo ano. Os anos seguintes foram de grande atividade, sobretudo participando em festivais folclóricos e festas populares. Tudo isto veio trazer um grande dinamismo à freguesia, em particular aos seus jovens, que se mostravam bastante interessados em participar.

Contudo, e por se tratar de um grupo juvenil, devido à idade alguns elementos vêm-se obrigados a deixá-lo, o que lhes causa uma natural insatisfação. Observando este facto surge então a ideia de alargar o grupo a outras faixas etárias, incluindo especialmente aqueles que se viram obrigados a deixar o grupo, procedendo-se a uma combinação de diferentes gerações, mantendo-se no entanto a denominação de Grupo Folclórico Juvenil de Galegos Santa Maria. Esta alteração ocorreu no ano de 1986. Mais uma vez foi necessária a aquisição de novos trajes, o que constituiu uma despesa para o grupo, vendo-se por isso mais uma vez condicionado a angariar fundos, tendo para além de outras coisas percorrido toda a freguesia cantando os “Reis”. Atividade que realizando desde a sua fundação, respeitando assim os propósitos inerentes à sua criação, que eram os de preservar e incentivar as tradições populares da nossa freguesia, onde se incluem os Cantares dos Reis.

Porém, só no dia 24 de Abril de 1985 se constituiu juridicamente na secretaria Notarial de Barcelos o Grupo Folclórico Juvenil de Galegos Santa Maria, publicado no Diário da República III Série: N.º 101, de 3 de Maio de 1986.

Ao longo da sua história, e como forma de tornar ainda mais efetivo o seu trabalho, o grupo tem organizado festivais folclóricos bienalmente, tendo o primeiro sido em 07/08/1983, seguindo-se festivais em 21/06/1987, 17/06/1989 e 16/06/1991, todos estes com a característica comum de apenas ter grupos nacionais. Os seguintes contaram com a presença de grupos de outros países, em 20/06/1993, 25/06/1995, 22/06/1997, 21/6/1999, 24/06/2001 e 01/06/2002.

O senhor Fernando Morgado foi o homem que durante vinte anos presidiu exemplarmente aos destinos deste grupo, em 1995 anunciou de livre iniciativa que iria deixar de desempenhar esta função. No seu entender, já tinha cumprido os objetivos a que se propusera e queria dar lugar aos mais novos. Desde então, passou a exercer o não menos honroso lugar de Presidente da Assembleia Geral.

Este foi o ano em que se deu início a cursos de formação numa política de auto-gestão e também cumprindo as nossas funções sociais. Em Janeiro de 1995 iniciou-se a formação em instrumentos de cordas: violas, bandolins e cavaquinhos, ministrado pelo senhor Rodrigues. Formaram-se dois grupos com quinze elementos cada, um com elementos do Grupo Folclórico e outro com interessados da comunidade. Em Outubro iniciou-se o curso de formação em concertinas ministrado por António Torres a cinco elementos do nosso grupo. Estas formações permitiram que hoje tenhamos vários elementos para cada instrumento.

No ano de 1999 é projetada a sede oficial e iniciam-se os primeiros trabalhos de construção. O dia 21 de Maio marca a nossa adesão à grande instituição que é o INATEL.
No ano de 2002 o grupo comemora as suas Bodas de Prata e não poderia ter melhor prenda que a inauguração oficial da sua sede. Do programa das comemorações destaca-se a organização do primeiro encontro de concertinas e cantadores ao desafio com mais de noventa participantes, no dia 31 de Maio; inauguração da sede e Festival de Folclore, no dia 1 de Junho, e; cerimónia solene com homenagem aos fundadores e elementos falecidos.

O trabalho sério e consistente por parte dos seus diretores, ensaiadores e demais membros, adicionada à grande procura de que é objeto leva a que disponhamos de um nome criado, considerado e bastante requisitado no calendário folclórico português.

Estando agora a humanidade a viver o século XXI onde outros estilos de dança e música detêm grandes públicos, evidenciando-se como outras culturas de opção, temos algum orgulho em conseguir cativar para o folclore muita juventude, chamando a atenção para uma das características mais importantes da cultura popular portuguesa. Deste modo, prestamos o nosso humilde contributo à cultura local, regional e nacional.
(in jf-galegossantamaria.pt)

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