Ele chega de sorriso gingão E no guião traz a vergonha no bolso Se a coragem fosse uma condição Ele era chefe da patrulha-ladrão Ela não sonha não quer sequer sonhar Ele tem um segredo pra contar Ela hesita sempre a desconfiar Ele acredita isto vai dar que falar
O que será que ele tanto me quer E se quiser mas não quer De onde vem e quem é Se é cigano só se for adorado Esse que tem encantado Será que é ou não é?
Eu vim pra roubar o teu coração Mas quem roubou o meu foi a paixão Dizem que ladrão que rouba ladrão Tem direito a cem anos de perdão Se o teu bom Deus me vai perdoar Diz-lhe que cem anos hei-de te amar E quem sabe um dia acreditar Que foi ele quem nos fez encontrar
O que será que ele tanto me quer E se quiser mas não quer De onde vem e quem é Se é cigano só se for adorado Esse que tem encantado Será que é ou não é?
Cuca Roseta é uma das vozes da nova geração do Fado.
O seu primeiro disco, lançado em 2011, foi produzido por Gustavo Santaolalla (músico e produtor detentor de dois Óscares e mais de 20 Grammys). Posteriormente grava “Raiz” onde se assume como compositora e letrista da maior parte dos temas. O sucesso repete-se e canta em mais de 30 paises de mundo, em todos os continentes.
No terceiro disco volta a surpreender e convida um aclamado produtor brasileiro. A primeira vez que Cuca Roseta cantou no Brasil foi durante o Campeonato do Mundo, tendo atuado nas principais cidades, sempre com teatros lotados. Aqui nascia a admiração e o amor do Brasil por esta fadista, que também não passou despercebida a uma pessoa muito especial: Nelson Motta, compositor, jornalista e produtor do Brasil, que sempre lhe dedicou os maiores elogios. Após um encontro em Lisboa, convidou Nelson Motta para produzir o seu mais recente disco. Nelson aceitou, mesmo depois de 10 anos de interregno, pois viu em Cuca Roseta um potencial único e um projeto que sempre quis fazer – gravar um disco de world fado – um fado virado para o mundo. Entre o Rio e Lisboa, juntou-se o talento e a voz de Roseta à sábia mestria de Nelson Motta. (…)