Adriana Rozário, Adriana Cantora, Cantora Portuguesa, Artista Portuguesa, Musica Portuguesa, Jazz, Bossa Nova, Blues, Piano, Flauta, Filha José Duarte
Adriana Rozário
24 Agosto, 2016
Senoritas, Mitó Mendes, Sandra Baptista, ex Sitiados, Bandas, Contactos, Telefones, concertos, Banda, Musicas, Señoritas, Contactos, Ex Naifa, Banda portuguesa
Señoritas
9 Maio, 2016

Blind Zero

Nascidos na década do rock e do grunge, na altura em que a música feita nos EUA e em Inglaterra invadia o nosso país e era consumida em grandes doses, os Blind Zero formaram-se em 1994 e, um ano depois, lançaram o primeiro EP, “Recognize”, que esgotou em apenas nove dias e é, hoje, uma peça de colecção. Seguiu-se o primeiro longa-duração, “Trigger”, que agitou o panorama musical português tornando-se no primeiro disco de rock cantado em inglês de uma banda nacional a atingir o galardão de Disco de Ouro. (continua)

Videos Blind Zero

Videos Youtube

 

Blind Zero – 20 Anos Trigger – Entrevista @ Curly Mess


29/01/2016 – Os Blind Zero celebram 20 anos do disco de estreia, “Trigger”, com um concerto único e irrepetível na Casa da Música. Estivemos à conversa com a banda acerca das memórias do passado e de um novo disco que já está a ser produzido.

Entrevista: Céline Valente
Imagem/Edição: Mónica Ferreira
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BLIND ZERO – SLOW TIME LOVE

20/07/2012 – Uma produção da antiga ZED filmes (agora Persona Non Gata Pictures)

Blind Zero – Down to the wolves | Videoclip oficial HQ

19/06/2013 – “Down To The Wolves” – “Kill Drama”
Music: Vasco Espinheira, Nuxo Espinheira, Miguel Guedes
Lyrics: Miguel Guedes
Directing/editing/grading – Pedro Azevedo
Camera assistent/graffer – Manuel Barros
Motion graphics – Marco Oliveira (I)
Make-up – Elloy Correia
Graphic design – Marco Oliveira (II)

Blind Zero – Snow Girl (Exclusivo Antena 3)

09/05/2010 – Novo vídeo dos Blind Zero, gravado na Serra da Estrela e numa fábrica (Rio Vizela)

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Os Blind Zero nasceram em 94, numa daquelas salas de ensaio ou numa daquelas garagens. O seu primeiro EP “Recognize” (95) esgotou em apenas nove dias e tornou-se uma peça de colecção. O álbum “Trigger” (95), primeiro trabalho de originais, produzido por Ronnie S. Champagne (produtor de Los Angeles que havia trabalhado com bandas como Jane´s Addiction, Alice in Chains, Remy Zero e Deconstruction) teve o condão de agitar o panorama musical português de uma forma que poucos poderiam prever. Foi o primeiro disco de Rock de uma banda portuguesa a atingir o galardão de Disco de Ouro. O ano de 96 revelaria uns novos Blind Zero: “Flexogravity” (EP), um disco com muito de experimental e de fusão, partilhado com a banda de Hip-Hop “Mind da Gap”; Rock, Hip-Hop, Industrial, Trip-Hop, Cabaret. Esta junção, surpreendente e inovadora para muitos, foi reconhecida como o EP do ano. Era altura para um formato mais acústico. “Transradio”, um dos primeiros Enhanced CD (CD Extra) europeus, traz-nos o lado mais introspectivo dos Blind Zero, conjuntamente com muito material interactivo. Gravado ao vivo na Antena 3, transporta-nos para o lado de dentro das canções, mutando-as de encontro à sensibilidade de quem as criou e recriou. Meses mais tarde, foram convidados para participarem no SCYPE (“Song Contest for Youth Programs in Europe”), festival que reúne bandas de todo o continente europeu. Gravando propositadamente um novo original (“My House”), ganharam o concurso. Dois anos após a edição do seu primeiro álbum, os Blind Zero começam as sessões que resultariam em “Redcoast” (97). “Redcoast” é mais do que Rock: é uma mistura de ambientes, sons, emoções e, mais importante que tudo: boas canções. Este novo disco foi produzido por Michael Vail Blum (produtor norteamericano que já havia deixado a sua marca em bandas e artistas como os Suicidal Tendencies, Madonna, Roxy Music, 3T, Tura Satana, Goo Goo Dolls, Jewel). “Redcoast” foi masterizado nos estúdios da Sony Music/New York por Mark Wilder, já galardoado com um Grammy Award. Depois de “Redcoast”, gravaram com Mário Caldato o tema “The Wire”. Conhecido por produzir artistas como Beck, Beastie Boys, Money Mark, emprestou os seus créditos ao projecto “Tejo Beat” (98), disco que reuniu algumas das mais relevantes bandas do meio musical português num único e irrepetível trabalho de originais. Em 1999, os Blind Zero passam grande do tempo a escrever novas canções para o seu terceiro trabalho de longa duração. Em 2000, resolvem entrar em estúdio para gravar “One Silent Accident”. Neste disco, trabalharam com o produtor nova-iorquino Don Fleming (Sonic Youth, Hole, Posies, Screaming Trees, Teenage Fan Club, Gumball, Alice Cooper). Um disco intemporal: a subtileza e encantamento de “Another One” e “Lately”, a contemporaneidade de “Daily Matters”, a corrente lenta e espessa de “Seeds”, a emoção forte de “Then You Wait”, a urbanidade psicadélica de “Lowstreetsidewalksequence” e a raiva incontida de “Hell Around”. Em 2002, gravam um dos mais emblemáticos temas de David Bowie: “Heroes”. Neste registo, reflectem a sua visão pessoal sobre duas pessoas separadas pelo Muro de Berlim que juram encontrar-se no topo deste. Assumindo o risco. Os Blind Zero escolheram o mês de Janeiro de 2003 para o início das sessões de gravação do seu novo disco de originais. “A Way to Bleed your Lover”, com produção de Mário Barreiros (Clã, Ornatos Violeta, Pedro Abrunhosa, entre outros), marca a entrada de um novo elemento para a banda, Miguel Ferreira. Com participações de Jorge Palma e Dana Colley (Twinmen/ ex-Morphine), este disco é o reflexo de um novo momento. Um novo imaginário, atitude e um enorme passo em frente na direcção do que de mais profundo se pode resgatar da melhor tradição de escrita de canções. Simultaneamente, um outro mapa sonoro, que substitui a aridez do anterior registo por ambientes mais planantes e trilhos sonoros mais densos e complexos, onde as emoções e as personagens estão, mais do que nunca, no limite, no reflexo da pele, entre o negro e as estrelas. Em Maio, os Blind Zero são convidados pela MTV para realizar, em Milão, um “MTV Live”. A transmissão deste concerto teve honras de abertura no lançamento da MTV Portugal. Depois de muitos concertos em grandes espaços (onde se destaca o memorável concerto do Festival Sudoeste, com a presença em palco de Jorge Palma), os Blind Zero encetam a “Tour de Force”, uma Tour em pequenos espaços pelas dezoito capitais de distrito do País, reinventando todo um circuito que se encontrava aparentemente adormecido. Tocando olhos nos olhos, em concertos íntimos e absolutamente únicos. Quase no fim do ano, na cerimónia de entrega de prémios do MTV Europe Music Awards 2003, realizada em Edimburgo, os Blind Zero vencem a categoria “Best Portuguese Act”. Foi a primeira vez que a MTV atribuiu um prémio a uma Banda portuguesa. Em Dezembro, “A Way to Bleed your Lover” foi considerado o disco do ano por parte da imprensa especializada. Os Blind Zero foram, também, eleitos a melhor Banda ao vivo do ano. Em 2004, os Blind Zero comemoraram os seus 10 anos de percurso, celebrando o acontecimento, no mês de Março, com um “Concerto Especial 10 anos”, no Porto, onde para além de uma envolvência única e de diversos convidados especiais, se ouviram temas nunca ou raramente tocados pela Banda, num espectáculo irrepetível. 2005: o ano de “The Night Before and a New Day”. Não é este o ponto em que se fecha o círculo, mas antes o momento em que se redefinem perspectivas, em que se reinterpretam os acontecimentos, em que se expandem horizontes. As críticas aproximam-se da unanimidade: um dos melhores discos do ano, o melhor disco de sempre dos Blind Zero. “Shine On” foi escolhido pela marca Playstation para publicitar o seu novo jogo “Tekken 5” (a primeira vez para uma banda portuguesa). Depois do lançamento de “The Night Before and a New Day”, os Blind Zero resolveram fazer algo diferente: era altura de voltar a tocar em auditórios, em ambientes mais intimistas. A electricidade é substituída pela intimidade: pedal steel, contrabaixo e guitarras acústicas. Numa versão do clássico dos anos 80 “Drive” (dos The Cars), Blind Zero exorcizaram e revisitaram as suas canções rock: country e alternative folk, do deserto para as estrelas, entre o destempero e a solidão. Em 2007, algumas gravações destes concertos acústicos foram lançadas no disco “Time Machine – memory’s undone”. Terminada a digressão acústica, o grupo entra em estúdio para gravar o sexto álbum de originais. A viver uma nova fase, com maiores responsabilidades e pessoais, os músicos lançam um novo single em meados de 2009, como forma de antecipar o muito esperado “Luna Park”. “Slow Time Love” mostra os Blind Zero em grande forma e reflecte um novo momento na vida dos músicos. Com uma sonoridade cativante, este novo single distinguiu-se pela sua frescura, cadência e actualidade. Uma canção soberba e luminosa que surpreendeu os fãs e elevou as expectativas para os restantes temas de “Luna Park”. Aclamado pela crítica, “Slow Time Love” passou com insistência nas rádios nacionais ocupando os tops de airplay durante meses consecutivos. Um excelente cartão de visita para o tão anunciado parque de diversões para adultos. Mas, ainda antes da edição do disco, e perante a excelente receptividade a este primeiro single, o grupo dá a conhecer “Snow Girl”. Uma segunda amostra de “Luna Park” que, tal como tinha acontecido com “Slow Time Love”, colou na linha da frente dos airplays das rádios nacionais. Em Maio de 2010 chega, finalmente, às lojas “Luna Park” que entra directamente para 6.º lugar do top nacional de vendas. Uma edição de autor, com o selo da Red Lemon Music (criada pelos Blind Zero), que contou com distribuição da EMI Music. A apresentação do disco aconteceu no Music Box e na Casa da Música, aquando do concerto de S. João. Por se tratar da noite mais longa do Porto, o grupo preparou uma surpresa à cidade e percorreu a zona festiva em cima de um autocarro aberto, na companhia de alguns fãs. Uma noite especial partilhada com todos os portuenses, nas ruas que os músicos tão bem conhecem. Depois de um Verão extraordinário (onde actuaram antes dos Faith No More no festival do Sudoeste, entre outros bons momentos,) o grupo voltou ao Porto para um concerto especial, aquando da inauguração do renovado Hard Club. Perante uma casa cheia, os Blind Zero festejaram o sucesso de “Luna Park” seis meses após a edição. O sucesso das novas músicas foi tal que foram convidados para celebrar o Natal no Grand Plaza Porto, um centro comercial na baixa da cidade. Mas este não foi um concerto qualquer. Suspensos por cabos até dez metros do chão, os músicos deram um concerto de mais de uma hora tornando-se na primeira banda a actuar literalmente suspensa no ar. Inserido no 4º Rasgão Cultural Porto Gran Plaza, este espectáculo foi apresentado como “mais uma peça no nosso parque de diversões, temática central do disco. O próprio formato do espectáculo traduziu o significado do nosso novo single “The Tallest Building on Earth”, que fala sobre diferenças de altitude e diversas perspectivas sobre as coisas”, explicou Miguel Guedes. E foi com imagens deste concerto que se fez o videoclip do terceiro single de “Luna Park”, “The Tallest Building on Earth”. Uma música escolhida pelos fãs do grupo, através do Facebook. O ano de 2011 foi de continuidade e de muitos espectáculos, depois de dois anos intensos de digressão, onde o grupo marcou presença nos principais eventos a nível nacional. Em 2012, ano em que o grupo celebrou 18 anos de carreira, os Blind Zero dividiram-se entre concertos ao vivo e o estúdio onde prepararam um novo álbum de originais. O single de avanço do sétimo álbum de grupo chama-se “I See Desire” e conquistou as rádios nacionais. Na primeira semana em que esteve à venda foi o 3.º single português mais descarregado, e o 25.º no top 100 geral da Nielsen Music & Soundscan International. Realizado por Artur Serra Araújo, o mesmo de “Snow Girl”, o vídeo surpreende pelo argumento e qualidade na fotografia. Editado no final de Abril, “Kill Drama” marca o regresso do grupo aos originais. Um disco especial que conta com a participação de um coro composto de 150 pessoas, amigos e fãs que aceitaram o convite da banda para gravar no Coliseu do Porto. Sobre o novo trabalho, Miguel Guedes diz que “é uma espécie de ‘statement’. Depois de tudo o que nos têm feito, enquanto país, julgo que todos teremos direito à nossa vingança. No fundo, deveremos ser capazes de nos vingar de nós mesmos por termos deixado chegar as coisas a este ponto”. Um disco muito próximo da realidade, mas sem lugar para mensagens panfletárias, como refere: “Não fazemos a apologia disto ou daquilo mas assistimos à maior crise de que temos memória enquanto cidadãos e seria quase impossível passar artisticamente ao lado desta realidade.” “Down To The Wolves” é o segundo single retirado de “Kill Drama” e sucede a “I See Desire” nas playlists das rádios nacionais. “Como todas as canções deste disco, “Down to the Wolves” tem dois planos paralelos de leitura: pode ser entendida numa relação entre duas pessoas ou numa relação de uma pessoa com o seu país. A ideia de parar o tempo, de um novo arranque, de não sermos atirados aos lobos. A ideia de que quando saltamos em sentido ascendente não temos forçosamente que cair como consequência”, explica o vocalista do grupo. Estes são apenas dois dos onze temas que compõem o novo disco dos Blind Zero, uma ‘obra aberta’ para a qual os músicos convidaram 150 fãs para gravarem os coros de “Secret Places”, “People That Hate People” e “Break The Union”. Gravado no estúdio Blackfox pelo produtor Nuxo Espinheira, “Kill Drama” reflete a emoção, a espontaneidade e a eletricidade de um concerto. Editado pela Red Lemon Music – o selo criado pelo grupo e através do qual também lançaram “Luna Park” – o novo trabalho conta com a participação de Bruno Macedo, na guitarra, e Miguel Ferreira, nos teclados. Um disco de Rock como há muitos anos o grupo não gravava. O concerto de apresentação de “Kill Drama” no Hard Club, dia 30 de Abril, marca o regresso do grupo aos grandes concertos no Porto e àquela sala portuense, onde tocaram há dois anos e meio aquando da inauguração.
Abril 2013

Os Blind Zero

A banda

Miguel Guedes – Voz
Vasco Espinheira – Guitarra
Nuxo Espinheira – Baixo
Pedro Guedes – Bateria
Bruno Macedo – Guitarra

twitter Blind Zero

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