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Diapasão
28 Novembro, 2017
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Ana Moura
18 Novembro, 2017

António Zambujo

Primeira data: 27 de Novembro de 2011. O Fado é distinguido, internacionalmente e de pleno direito, como “património imaterial da Humanidade”. Três anos depois, a 27 de Novembro de 2014, a música portuguesa repete o feito, girando o foco do mérito na direcção do cante alentejano. Mais do que curioso, muito mais do que circunstancial, torna-se significativo perceber que, muitas luas antes desses sinais de justo reconhecimento, já havia um homem a traçar um peregrino equilíbrio entre estes dois mundos com identidades próprias, grandezas semelhantes, percursos paralelos e, também, afinidades por descobrir: António Zambujo. Importa, desde já, afixar uma ressalva: nunca Zambujo se sentou comodamente no meio de uma qualquer ponte que ligue as duas escolas musicais, nunca procurou construir uma passagem artificial e enganadora entre estes dois universos que, manifesta e exemplarmente, o estimulam e lhe servem de bases. Bem pelo contrário, adopta como método de trabalho a aventura da inquietação, que lhe permite atravessar de margem a margem, sem sobressaltos mas sem adormecimentos, dando corpo à ideia de que não se pode fugir a um destino, mas pode sempre tentar-se a sua sistemática ultrapassagem e o seu crescimento para novas realidades. Como acontece com este cantor, cada vez mais indiferente às fronteiras e às balizas.

António Zambujo nasceu em Beja, Alentejo, a 19 de Setembro de 1975. Por inerência familiar e geográfica, cresceu a ouvir a gravitas do cante alentejano. Sabe-se, também, que, ainda pequeno, se deslumbrou com as grandes vozes fadistas, Amália Rodrigues à cabeça, mas trazendo à ilharga Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro ou Max. Dispôs de uma feliz infância musical – começou a estudar clarinete com apenas oito anos – e de uma adolescência activa neste campo – cantando en família ou ganhando um concurso destinado a jovens fadistas, quando tinha 16 anos –, até que aportou a Lisboa, numa decisão de risco que ajudou a moldar-lhe o futuro. Em dois passos, fez-se amadurecer: no primeiro, pela mão do guitarrista e compositor Mário Pacheco, conheceu em regime diário (ou nocturno, se preferirem) os bastidores e os segredos do universo fadista, juntando-se ao elenco do Clube do Fado. No segundo, desbastou as inseguranças e os truques do palco, como um dos escolhidos por Filipe La Féria para o musical Amália, em cena durante quatro anos; António era nem mais nem menos do que Francisco Cruz, o primeiro marido de Amália.

Os capítulos de estreia em gravações próprias reafirmam o que atrás se disse: em 2002, publica O Mesmo Fado, já com composições por si desenhadas, fados de reportórios clássicos, contactos firmados com autores de primeira linha. Depois, em 2004, vira-se a Sul, debruçando-se sobre o Cancioneiro de Beja e dando novas cores à sementeira alentejana, já em comunhão aberta com o Fado, em que persiste – e persistirá – em casar a melhor memória com a novidade de eleição. O segundo álbum chama-se Por Meu Cante, e os dois títulos sublinham o cruzamento que atrás se referiu – e que nunca foi uma encruzilhada. Assumem uma impressionante regularidade os seus concertos no estrangeiro (só nesse ano, deixa a sua impressão digital em Paris, Toronto, Santander, Sarajevo ou Zagreb, para referir alguns exemplos). O segundo álbum contribuirá ainda, de forma decisiva, para novo prémio, o de Melhor Intérprete Masculino de Fado, atribuído pela Fundação Amália Rodrigues. Torna-se “embaixador” da Música Portuguesa, representando-a em festivais internacionais (caso do Atlantic Waves, em Londres). Participa de uma homenagem especial a Alain Oulman, um dos grandes fornecedores de Amália, na Festa do Avante!.

Com uma cadência certa e segura, António Zambujo vai disseminando os seus talentos – assim se explica, por exemplo,a presença de um grupo (Angelite) de Vozes Búlgaras no seu terceiro álbum, Outro Sentido, publicado em 2007. O disco permite ao cantor de Beja edições na Europa e nos Estados Unidos e, em simultâneo, o direito a reclamar um lugar autónomo e eleito no planeta da world music, salvaguarda para muitos dos que, em diferentes latitudes, ousam a diferença, que pode passar sobretudo pela autenticidade, como é o caso. Com o álbum, lançado no selo World Village da editora Harmonia Mundi, e com as suas constantes viagens, Zambujo conquista novas praças-fortes de divulgação, nomeadamente a francesa (Outro Sentido esteve colocado no topo de vendas da poderosa cadeia FNAC). Outra “excursão” altamente compensadora leva-o ao Brasil, com valiosas colaborações (Ivan Lins, Roberta Sá, Zé Renato) e com aplausos insuspeitos e entusiásticos (com destaque para a declaração de Caetano Veloso: “Quero ouvir mais, mais vezes, mais fundo (…) É de arrepiar e fazer chorar”.

Nesse Outro Sentido, dava-se largas à paixão pela música chegada do Brasil, especialmente aquela que parecia vir do fundo dos tempos (Vinicius de Moraes). Essa tendência para a travessia do Atlântico, mantida até hoje, aprofunda-se em Guia, álbum lançado em 2010, com a inclusão de temas assinada por novos valores brasileiros como Rodrigo Maranhão, Márcio Faraco ou Pierre Aderne, mas de igual forma com a solidificação de um núcleo admirável de contribuintes nacionais para a excelência do tesouro depositado na voz de António Zambujo – os poemas de Aldina Duarte, Maria do Rosário Pedreira, José Eduardo Agualusa, João Monge, as canções de Miguel Araújo. Esta lista chega para tornar transparente o crescimento “uniformemente acelerado” de António Zambujo, cujo reconhecimento e popularidade conduzem a espectáculos em países tão improváveis como Dinamarca (o seu concerto na Womex2010 deu direito a um programa de televisão exibido no prestigiado canal de televisão Mezzo), Noruega, Azerbaijão, Israel ou Bulgária. O seu trabalho vai sendo aplaudido pela crítica nacional (Blitz, Ípsilon/Público, Jornal de Letras) e internacional (revista Mondomix em França, revista Songlines em Inglaterra). Em paralelo, Zambujo confirma-se como valor acrescentado em festivais em Portugal (o Med de Loulé e Sines) e no estrangeiro (os franceses Chateauvallon e Nuits de Fourvière, respectivamente em Toulon e Lyon).

Quando chega Quinto, já o artista faz convergir em pleno o carinho, o aplauso e o entusiasmo de um público que sabe bem como distinguir o simples do simplista, o popular do popularucho, o calmo do nulo, o genuíno do fabricado. Canções como Lambreta ou Flagrante partem resolutamente para o “domínio público”, ao mesmo tempo que o seu intérprete é desafiado para duetos, colaborações, composições e autorias c cedidas a terceiros. Zambujo passa a situar-se numa das raras vagas para os que são vistos como medida-padrão, faz questão de deixar gravado um dos seus enormes encontros com o público em sala mágica (Lisboa, 22:38 – Ao Vivo No Coliseu), alinha ao lado de Ana Moura numa série de espectáculos que muitos não conseguirão – nem quererão – esquecer.

Vem, mais recentemente, outra jornada que vai parar à Rua da Emenda. Um disco que ora é viela estreita para amores arraçados de fadista, ora se transforma em avenida larga para escalas que trazem todo o mundo (Brasil, França, Uruguai, África) para a dimensão maior de um artista português. Dispensa os condicionamentos de trânsito, porque, guiados pelo sinaleiro que canta, todos têm lugar, sem problemas de estacionamento: aos lugares reservados para os colaboradores habituais, somam-se espaços novos e amplos para quem chega e é recebido em festa, casos de Samuel Úria e José Fialho Gouveia. As geografias ajustam-se à dimensão desta rua onde, num ápice, cabem os talentos imortais de Noel Rosa ou de Serge Gainsbourg, lado a lado com os nossos contemporâneos Jorge Drexler, Rodrigo Maranhão ou Pedro Luís. Prova de que esta Rua da Emenda é, afinal, uma rua do mundo. Generosa, coerente, variada e fascinante, como só acontece com aquilo que é tangente às nossas vidas.

Em 2015 António Zambujo voltou sem medo onde já foi feliz: aos palcos. Começou o ano em Paris, onde deu 13 concertos em 12 dias e chegou ao nº1 do top de World Music do iTunes francês. Mais tarde, e depois de 3 noites entre os Coliseus do Porto e Lisboa, foi agraciado com dois Globos de Ouro para Melhor Intérprete Individual e Melhor Música, com “Pica do 7”. Em Junho seria condecorado pelo Presidente da República com a comenda de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Continua numa intensa digressão, nacional e internacional, com mais de 100 concertos já agendados para o ano de 2016. São noites em que nos sentimos convocados a agradecer-lhe todos estes anos, todas estas canções, todos estes momentos em que a sua voz foi o espelho, necessariamente melhorado, das nossas próprias vozes. E lá estaremos, ao lado de quem nos chama, sem nunca nos gritar.
in www.antoniozambujo.com

Antonio Zambujo, em 2017
“No timbre e na prosódia lusitana de António as canções de Chico Buarque (escolhidas em períodos diferentes das muitas décadas de composição) parecem postas numa perspetiva que dá ao brasileiro uma tomada de distância – no espaço e no tempo – que o leva às lágrimas, assustado que fica com a nova evidência da sua grandeza”. Caetano Veloso

Cresceu a ouvir o cante alentejano. A harmonia das vozes, a cadência das frases e o tempo de cada andamento, foram para sempre uma influência. Nascido em Beja, em 1975, António Zambujo começou a estudar clarinete com 8 anos, estreando-se no Conservatório Regional do Baixo Alentejo.

Ainda pequeno, apaixonou-se pelo Fado e pelas vozes de Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro, João Ferreira Rosa, Max entre muitos outros. Estava habituado a cantar em família e entre amigos, e aos 16 anos chegou mesmo a ganhar um concurso de fado.

Com o curso de clarinete na bagagem, ruma a Lisboa, onde Mário Pacheco, intérprete e compositor de guitarra portuguesa lhe abre a porta do conhecido Clube do Fado, no bairro de Alfama, onde passou a tocar.
Pouco depois, integra o musical Amália, dirigido por Filipe La Féria. Durante os quatro anos que o espectáculo esteve em cartaz – primeiro no Teatro Politeama, depois um pouco por todo o país –, Zambujo interpreta o papel de Francisco Cruz, o primeiro marido de Amália.

2002
O mesmo fado, o seu primeiro trabalho é editado pela Ocarina. As influências musicais do Alentejo são marcantes e há mesmo alguns fados compostos por si. Outros são de conhecidos poetas do universo fadista como José Luís Gordo ou Mário Raínho.

Na sequência do êxito de O mesmo fado recebe o prémio de ‘Melhor Nova Voz do Fado’, já atribuído pela Rádio Nova FM a intérpretes como Mariza, Camané ou Mafalda Arnauth.

2004
António Zambujo canta na Casa de Fado Sr. Vinho. E além dos concertos em Portugal, apresenta-se com regularidade em cidades como: Toronto, Paris, Santander, Sarajevo, Zagreb.

Edita o seu segundo disco, Por meu cante, no qual aprofunda as raízes alentejanas, recuperando temas do Cancioneiro de Beja, fundindo-as com novas tendências do fado. Para este trabalho conta com a colaboração dos músicos Paulo Parreira (guitarra portuguesa) e Ricardo Cruz (contrabaixo).

2006
Ganha o Prémio Amália Rodrigues (atribuído pela Fundação Amália Rodrigues) na categoria de “Melhor Intérprete Masculino de Fado”.

É convidado pela Fundação Calouste Gulbenkian para o Festival Atlantic Waves, em Londres. No mesmo ano e juntamente com Carla Pires e Liana, participa na Festa do Avante, na homenagem ao compositor Alain Oulman, grande responsável por alguns dos maiores sucessos de Amália Rodrigues.

2007
No Verão, é convidado para encerrar a “Festa do Fado” do Castelo São Jorge. E em Setembro lança o seu terceiro álbum Outro Sentido, com produção musical de Ricardo Cruz e a participação especial das Vozes Búlgaras Angelite.

2008
Outro sentido é editado na Europa e nos Estados Unidos pela editora ‘Harmonia Mundi’, sob a etiqueta da sua filiada ‘World Village’. Os concertos pela Europa continuam.
O álbum é considerado pela revista Songlines Top of the World Album.

Depois de actuar no Teatre de La Ville, em Paris, Outro Sentido sobe ao terceiro lugar de vendas da Fnac francês.

A Fundação Luso-Brasileira propõe-lhe um dueto com Roberta Sá para a sua gala anual de entrega de prémios em Outubro, no Casino Estoril.

A editora MPB edita Outro Sentido no Brasil. Esta edição tem três faixas adicionais com participações de Roberta Sá e Trio Madeira Brasil, de Zé Renato e de Ivan Lins.
A chegada ao Brasil levou-o também aos ouvidos de Caetano Veloso que se rendeu à sua voz. Escrevendo no seu blogue: «Quero ouvir mais, mais vezes, mais fundo (…) É de arrepiar e fazer chorar».

Em Dezembro, António Zambujo esgotou dois concertos no Teatro São Luiz.

2009
António Zambujo segue em tournée pela Europa, apresentando Outro Sentido em países como a Noruega, Suécia, França, Holanda e Áustria.

Em Março e Abril, Zambujo realiza uma série de concertos em Portugal, incluindo a apresentação, em Maio, no Onda Jazz, da reedição de Outro Sentido.
Em Junho, inicia a primeira tournée no Brasil. Em Pirenópolis (a 100 km de Brasília), Zambujo dá o seu primeiro concerto a propósito da apresentação da Semana da Cultura Portuguesa, promovida pelo Instituto Camões.

Apresenta-se no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro onde conta com as participações especiais de Roberta Sá, Marcelo Gonçalves, Ronaldo do Bandolim e Yamandú Costa. Na plateia, estiveram presentes Ney Matogroso, Caetano Veloso, Sandra de Sá, Paula Morelenbaum, entre outras figuras da cena artística brasileira.

Zambujo apresenta-se no Cool Jazz Fest 09, num espectáculo que contou com a participação de Ivan Lins. E nesse Verão actua pela primeira vez na Casa da Música, no Festival ‘Uma Casa Portuguesa’.
Sobe ao palco do Parque Mayer, na programação de Verão do Lisboa ao Parque, juntamente com Luís Guerreiro na guitarra portuguesa, José Conde no clarinete e Ricardo Cruz no contrabaixo.

No fim do mês de Setembro, Zambujo volta à Europa desta vez incluindo Finlândia, para mais quatro espectáculos. No início de Outubro, realiza pela segunda vez, uma tournée em França com concertos em Montelimar, La Rochelle e duas actuações em Paris, nas salas Sun Set e L´Europeen.

No fim de Novembro, inicia a segunda tournée pelo Brasil desta vez com uma actuação no Palácio de São Clemente, seguindo-se espectáculos no Bourbon Street Music Club, em São Paulo, e no Teatro Rival, no Rio de Janeiro.

Integra a lista dos 10 Melhores Concertos Internacionais do Ano, seleccionada pela Secção de Cultura do Jornal O GLOBO, ao lado de músicos como Elton John, Burt Bacharah, Terence Blanchard, Kiss, Youssou N’Dour e Angelique Kidjo.

De volta a Portugal, fecha o ano com uma digressão nacional que inclui sete cidades de Norte a Sul do país.

2010
A 14 de Abril António Zambujo lança o seu quarto disco Guia, no Teatro São Luiz em Lisboa.

São interpretados originais de compositores e letristas nacionais e brasileiros tais como Vinicius de Moraes, Márcio Faraco, Pierre Aderne, Rodrigo Maranhão, Ricardo Cruz, o próprio Zambujo, João Gil, João Monge, Aldina Duarte, José Agualusa, Maria do Rosário Pedreira, Pedro Luís entre outros.

Zambujo apresenta-se em 2010 em vários teatros nacionais e internacionais e recebe a aclamação do público e da crítica.

Maio é vez de António Zambujo e os Azeitonas abrirem a programação do Palco Sunset do Rock in Rio, numa atuação conjunta que é assim o culminar das parcerias musicais dos jovens músicos.

Com a vinda de Roberta Sá ao nosso país, Zambujo sobe aos palcos da Aula Magna e da Casa da Música, no Porto para atuar com a artista brasileira.

Em Outubro e Novembro, Guia é lançado oficialmente em França, no Café de la Dance e no Brasil com concertos em São Paulo e Rio de Janeiro. Nesse mesmo mês, o músico apresenta-se nas Comemorações do Centenário da República, nos Jardins do Palácio de Belém.

É seleccionado para se apresentar na Womex2010, o maior encontro profissional de músicas do mundo, a nível internacional. António Zambujo abre o leque de concertos da Womex subindo ao palco do prestigiado Estúdio 1 do Copenhagen Concert Center.
Este concerto seria mais tarde transmitido no canal de televisão Mezzo.

2010 foi também o ano em que Zambujo esteve na Semana Cultural Portuguesa em Espanha, apresentando-se em cidades como Madrid, Barcelona e Valência.

O Festival dedicado à Lusofonia, Cantos na Maré contou também com a presença de António Zambujo que entre outros, protagoniza um dueto com Lenine.

A revista britânica Songlines escolhe Guia como Top of the World Album e pela segunda vez consecutiva, António Zambujo vê o seu trabalho distinguido por esta publicação especializada em World Music.

Figura também nas mais importantes listas nacionais e internacionais dos melhores discos de 2010:

2º Melhor disco nacional – escolhas de Nuno Pacheco – Ípsilon Publico
3º Melhor disco nacional – BLITZ
3º Melhor Álbum – http://lusotunes.blogspot.com/ – Divulgação de música Lusófona
4º Melhor disco nacional – Jornal de Letras
Os 50 discos de 2010 – Revista Mondomix – França
Top of the World Album – Songlines – Inglaterra
Melhor Álbum de 2010 – Sopa de Pedra

2011
António Zambujo começa o ano por dividir o palco do Centro Cultural do Olga Cadaval com o trompetista Laurent Filipe, depois de um concerto no recentemente inaugurado Auditório de Tróia em nome próprio, para em Fevereiro seguir para o Festival de Fado na Noruega.

O ano segue com vários concertos por diversos países já conhecedores do trabalho de António Zambujo como França, Espanha e Brasil ou Azerbeijão, mas também com as primeiras visitas a países como Israel, Bulgária, Suécia, Alemanha e a primeira tourné nos EUA e no Canadá, bem como a primeira apresentação em Macau.

O Verão de 2011 é marcado pela participação de António Zambujo nos mais importantes festivais de World Music nacionais; Festival Med e o Festival de Músicas do Mundo de Sines, em Junho e Julho, respetivamente.

Em Junho é convidado a apresentar-se na Festa do Fado, no Castelo de São Jorge num concerto acompanhado pelo Lisboa Fado Ensemble, conta também com a presença de Márcio Faraco, um dos autores do tema Guia e que dá título ao seu quarto disco.
Também em França, Zambujo é convidado para atuar nos mais significativos festivais de músicas do mundo e em Julho faz parte do cartaz do Festival de Chateauvallon, na cidade de Toulon e no Festival Nuits de Fourviére, em Lyon.

Em Agosto, ruma a Huesca, em Espanha sem antes dividir um esgotado Pátio da Galé, em Lisboa com a brasileira Roberta Sá. Encontro este idealizado pelo Fado Convida e integrado no Festival dos Oceanos.

O início de Setembro marca o regresso do jovem intérprete ao Brasil com três noites de música no Teatro Solar Botafogo, no Rio de Janeiro. A solo, Zambujo faz uma viagem pela sua carreira musical e convida o brasileiro Rodrigo Maranhão, compositor de “Quase um fado” e “De Mares e marias”, temas do álbum Guia e o guitarrista Marcello Gonçalves, guitarrista do Trio Madeira Brasil para o acompanharem nestes três espetáculos.

Esta temporada no Brasil leva António Zambujo pela primeira vez a São Salvador da Bahia.
De regresso à Europa, atua no 23th Mercat de Música Viva de Vic, feira profissional de música. Zambujo representa juntamente com os Orelha Negra a música portuguesa, nesta edição do certame.

Setembro é um mês cheio e fica também marcado pelo concerto no Grande Auditório da Culturgest, em Lisboa. Este espetáculo conta com a participação do Rancho de Cantadores da Aldeia Nova de São Bento.

A convite da Doulce Mémoire – grupo de música Renascentista – Zambujo apresenta-se em França com um reportório estruturado pelos mesmos.

Em Outubro, António Zambujo vai pela primeira vez aos Estados Unidos e Canadá, numa série de seis concertos que passaram por salas de Vancouver, Seattle, Nova Iorque ou Ontário, entre outras cidades.

Outubro foi também o mês em que Zambujo leva a sua música ao importante Tourcoming Jazz Festival, em França, para de seguida fechar o mês com a atuação no 25º Festival de Música de Macau.

Inserido no Allgarve 2011, Zambujo apresenta pela primeira vez no Teatro das Figuras, em Faro, a sua música, em Novembro.

Participa também em várias galas como a Gala da Fundação Brasileira, pela segunda vez e na gala de Comemoração de elevação do Fado a Património Imaterial da Humanidade, no Coliseu dos Recreios em Lisboa.

Com o fim deste ano, chega o início da gravação do seu quinto álbum a apresentar dia 24 de Abril de 2012, na Fundação Calouste Gulbenkian. Zambujo vê assim o lançamento do seu próximo álbum inserido na programação do Ciclo de Músicas do Mundo desta instituição.

‘Quinto’, a primeira aventura discográfica do músico sob a chancela da Universal Music Portugal. Do Alentejo para o mundo, a obra de António Zambujo foi elogiada nos quatro cantos do globo.

Texto do Site Oficial do António Zambujo (em 2014

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