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Quina Barreiros
5 Março, 2023
Jessica Portugal, Artista Jéssica, Cantora Popular, Pimba, Irmã da Ruth Marlene, contactos, artistas, portuguesas, contactos para espetáculos, musica popular
Jéssica Portugal
10 Dezembro, 2022

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Sara Correia – Fadista e Voz de uma nova geração do Fado

Sara Correia é uma fadista portuguesa nascida em Lisboa, criada numa família ligada ao fado e desde muito jovem habituada às casas de fado da capital. A sua relação com este género começou ainda na infância e ganhou uma dimensão decisiva aos 13 anos, quando venceu a Grande Noite do Fado de Lisboa, abrindo caminho para uma carreira construída entre a tradição do fado e uma interpretação cada vez mais pessoal.

A passagem pela Casa de Linhares foi igualmente importante na sua formação. Nesse ambiente, Sara Correia teve oportunidade de cantar e aprender ao lado de nomes como Celeste Rodrigues, Jorge Fernando e Maria da Nazaré, aprofundando uma relação com o fado baseada na experiência das casas de fado, na escuta dos grandes intérpretes e no contacto direto com músicos e público.

Da tradição do fado à afirmação de uma voz própria

Em 2018, Sara Correia lançou o seu primeiro álbum, “Sara Correia”, produzido por Diogo Clemente. O disco apresentou uma intérprete profundamente ligada às raízes do fado, mas já com uma identidade artística própria, abrindo também caminho para uma crescente presença em palcos nacionais e internacionais.

Seguiu-se “Do Coração”, em 2020, trabalho em que a fadista aprofundou o diálogo entre a tradição e a criação contemporânea, interpretando temas de diferentes autores e compositores. O álbum recebeu reconhecimento internacional e foi nomeado para um Latin Grammy na categoria de Melhor Álbum de Raízes Portuguesas.

Em “Liberdade”, Sara Correia continuou a explorar as suas raízes e as experiências pessoais, aproximando o fado de novas linguagens e de diferentes compositores. O álbum inclui colaborações e canções que refletem a relação da fadista com Lisboa, com as suas origens e com as histórias que fazem parte da sua identidade artística.

Sara Correia – do fado às grandes salas

A carreira de Sara Correia passou entretanto por importantes palcos portugueses e internacionais. Em 2024, apresentou-se em quatro concertos esgotados nos Coliseus de Lisboa e do Porto e realizou uma das maiores digressões da sua carreira, consolidando uma presença cada vez mais abrangente no panorama musical português.

A sua atividade artística inclui também colaborações com intérpretes de diferentes áreas da música portuguesa, participações televisivas e projetos que aproximam o fado de outras linguagens musicais. Em 2023, Sara Correia assumiu ainda o papel de mentora no The Voice Portugal, depois da participação no The Voice Gerações.

“Tempestade” – a nova fase de Sara Correia

Em 2026, Sara Correia iniciou uma nova etapa discográfica com o lançamento de “Tempestade”, o seu mais recente álbum de estúdio. O trabalho dá continuidade à evolução artística da fadista e surge associado a uma nova fase de afirmação nos grandes palcos.

A apresentação de “Tempestade” ficou marcada pelo concerto esgotado na MEO Arena, em Lisboa, a 7 de março de 2026, um dos momentos de maior dimensão da carreira de Sara Correia até à data. O novo álbum representa assim mais um capítulo num percurso que mantém o fado como raiz, mas procura continuamente novas formas de expressão.

Esta página reúne informação, fotografias, vídeos e registos de diferentes fases da carreira de Sara Correia, permitindo acompanhar a evolução de uma fadista que começou nas casas de fado de Lisboa e foi construindo progressivamente uma presença nacional e internacional.


Sara Correia – Tour Liberdade (Ao Vivo no Coliseu do Porto)


Com Calema – Respirar


Madrugou


Chelas

Ao vivo no Capitolio

Sara Correia (Ao Vivo No Festival Internacional Cervantino / México / 2020)

Quando O Fado Passa 2018

Zé Maria (Ao Vivo No Capitólio, Lisboa / 2019)

Sou A Casa (Ao Vivo No Capitólio, Lisboa / 2019)

Sara Correia – “Só à noitinha” (Amadeu do Vale / Raul Ferrão e Frederico Valério)
Fadista Sara Correia, atuando no Festival Caixa Alfama 2017

Sara Correia – Fado Português
Letra: José Régio
Música: Alain Oulman
© 2018



Sara Correia – CONCERTO COMPLETO .
Sara Correia – Mercado da Ribeira – 26-04-2019 Tavira
VII Mostra da Primavera 2019 Tavira

Sara Correia “Hoje” at Førde Festival 05/07/2019

Biografia Sara Correia

Nasce-se no fado? Ou nasce-se para o fado?… Sara Correia nasceu em Chelas, ali nos inícios dos anos 90, e, como qualquer outra pessoa que tenha crescido num bairro popular, o fado era bálsamo diário para os seus pequenos ouvidos, banda sonora de uma vida normal e tranquila que despontava nos cafés ou nas janelas abertas do bairro, na voz de quem trabalhava ou nos rádios dos carros que por ali passavam. O fado começou por ser, de facto, a sua casa.

Em 2023, Sara abre, precisamente, as portas dessa sua casa e celebra a sua Liberdade, contando, uma vez mais, com Diogo Clemente como produtor, mostrando o mais fundo de si num novo álbum em que dá voz ao que o seu coração grita, em que canta histórias e lugares, emoções e sonhos. Vidas. A sua e a dos que a rodeiam. “Chelas” é o primeiro sinal de um trabalho que volta a tomar impulso na tradição e a abraçar o presente convocando o talento de Pedro Abrunhosa e Joana Espadinha, de Carminho, Tiago Bettencourt ou Carolina Deslandes que escreveram para a voz de Sara Correia porque lhe conhecem a história de vida, porque já a viram na sua intimidade e percebem o que a apaixona.

Para chegar a este presente, no entanto, Sara calcorreou um longo caminho que, com o tempo, se foi abrindo a capítulos importantes, fazendo-se de muitas viagens e de várias conquistas. Mas Sara mantém-se humilde: “sinto-me feliz”, diz ela. “Sinto-me feliz e cheia de vontade de continuar a avançar, mas não esqueço nenhum dos passos que me trouxe aqui. Sei bem de onde venho”, explica ela com desarmante honestidade.

Respondendo à questão inicial, é a própria Sara Correia que reconhece que há uma grande diferença entre cantar fado e ser-se fadista, avançando que teve noção dessa distinção muito cedo, “por causa do meu meio familiar e por frequentar casas de fado”, afiança. “Quando venci a Grande Noite do Fado fez-se luz e comecei a sentir que o fado fazia mesmo parte de mim. E quanto a achar-me fadista, reconhecendo que ele tem raízes muito profundas dentro de mim, foi um processo longo, demorou a perceber o peso da responsabilidade que é dar voz ao fado e isso veio das vivências mais tristes. O fado passou a fazer parte de mim com essas experiências mais dolorosas que me levavam a cantar. E não apenas nas casas de fado, porque eu passei a vida toda a cantar – na minha casa, na rua, em todo o lado”.

Sara acumulou uma séria experiência que começou a ganhar contornos mais definidos após essa primeira conquista na historicamente importante Grande Noite do Fado, evento que tantos valores revelou e que a consagrou quando contava apenas 13 anos, em 2006. Essa distinção numa idade-chave abriu-lhe as portas da selecta Casa de Linhares, lugar centenário que se acredita ter sido frequentado por Luís de Camões e cujas paredes ecoam grandes tradições. Aí escutou com reverência as “lições” de Celeste Rodrigues, de Jorge Fernando ou Maria da Nazaré e Cidália Moreira, entre tantos outros, captando dessa forma natural a essência de um género que sempre se transmitiu dessa forma, íntima e pessoal. “Aprendi com todas essas pessoas”, confirma Sara, “por estar ao lado delas, por poder ver como elas se entregavam ao fado, mas também, e desde sempre, aprendi a ouvir as gravações da Amália Rodrigues, da Beatriz da Conceição e do Fernando Maurício, as minhas três grandes ‘fontes’”, revela-nos.

O tempo passou e 2018 chegou revelando-se data marcante na carreira de Sara Correia: foi nesse ano que deu voz ao clássico “Grito” de Amália Rodrigues para uso na banda sonora da série “Une famille formidable” do realizador francês Joel Santoni e que vestiu a pele da mítica Severa no filme “Alfama em Si” de Diogo Varela Silva.

Mas o mais importante desse ano foi o lançamento do seu homónimo álbum de estreia, Sara Correia, trabalho que mereceu edição da Universal Music. Resultado de uma frutuosa parceria criativa com Diogo Clemente, contou com o trinado único da guitarra portuguesa de Ângelo Freire, que Sara descreve como “um génio desta geração”, e a mestria amplamente reconhecida do baixista Marino de Freitas, bem como válidos contributos de Vicky Marques na percussão e Ruben Alves no piano.

Essa aplaudida estreia, em que Sara Correia cantou as diferentes nuances do fado, a saudade e o Tejo que banha esta Lisboa que tanto ama, arrebatou a crítica, que imediatamente a reconheceu como importante voz de uma nova geração, e valeu-lhe duas nomeações para os então nascentes Prémios Play – nas categorias Artista Revelação e Melhor Álbum de Fado – além do Prémio Revelação atribuído pela Rádio Festival. Mas, sobretudo, o álbum abriu-lhe pela primeira vez as portas do mundo levando-a a recolher efusivos aplausos em palcos internacionais de prestígio – de Espanha à Coreia do Sul, da Noruega a Itália, da Áustria às Ilhas Reunião e mais além.

A etapa seguinte, já em 2020, aconteceu com o lançamento de Do Coração, um álbum especial em que partiu das fundações, da tradição, para abraçar o presente cantando peças com assinaturas tão variadas quanto as que foram criadas por Joana Espadinha, Carolina Deslandes, Luísa Sobral ou António Zambujo – com quem, aliás, cantou mesmo em dueto. Diogo Clemente voltou a ser o seu produtor e cúmplice criativo. Afiança Diogo que “a Sara é uma fadista das que nascem uma apenas em muitos anos” elaborando depois: “Conseguir conjugar voz, poder, interpretação e um código genético fadista requintado é muito difícil”. Sara demonstrou, obviamente, ter todas essas qualidades.

Em 2021, Sara cantou no espectáculo inaugural da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia – que decorreu no Centro Cultural de Belém – sendo acompanhada pela Orquestra Sinfónica Portuguesa dirigida pela maestrina Joana Carneiro, e dividindo o palco com grandes referências do fado como Camané, Carminho e Ana Moura. Em espírito esteve igualmente Carlos do Carmo, que Sara Correia homenageou aí de forma sentida.

Do Coração teve reconhecimento e aplausos ainda mais vincados: foi distinguido nos Prémios Play com o galardão para “Melhor Álbum de Fado”. Os aplausos e elogios da crítica justificaram uma reedição ampliada que recebeu o título + Do Coração, com gravações ao vivo até aí inéditas que deixam claro que o que é capaz de fazer em estúdio tem equivalência directa no que sabe transmitir em palco. Em paralelo com essa extremamente bem recebida reedição, Sara viu ainda ser disponibilizado nas plataformas de streaming o vídeo que documentou a sua aclamada passagem pelo Festival Internacional Cervantino, um dos maiores eventos musicais da América Latina onde teve oportunidade de dar voz a clássicos de Amália como “Alfama” ou “Fado Português” no ano em que se assinalava o centenário do nascimento da nossa Diva. Um triunfo.

Esse ano ainda pandémico teve muito mais: Sara juntou a sua voz ao tributo à lusofonia “Meu Bairro, Minha Língua” criado pelo rapper brasileiro Vinicius Terra, peça em que se cruzaram ainda Dino D’Santiago, Elza Soares e Linn da Quebrada e que serviu para assinalar a reabertura do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, Brasil. Desse ambicioso projecto resultou ainda uma websérie de oito episódios em que Sara teve oportunidade de lançar luz sobre o bairro que tanto a inspirou e continua a inspirar. Uma colaboração com o artista plástico Tony Cassanelli no âmbito da iniciativa Lisboa Criola – de que resultaram uma escultura e um documentário – e uma participação na primeira série portuguesa, Glória, a ser distribuída pela Netflix – um curioso cameo que referenciava o histórico encontro entre o saxofonista de jazz americano Don Byas e Amália Rodrigues – marcaram igualmente o seu preenchido calendário de 2021.

Foi, no entanto, a relevante nomeação para um dos mais importantes galardões que uma artista como Sara Correia pode almejar que marcou de forma indelével o ano de 2021: o Grammy Latino reconheceu o seu enorme talento ao juntar Do Coração à lista de candidatos ao prémio para Melhor Álbum de Raízes Portuguesas e ao convidar Sara a ser apresentadora na cerimónia que decorreu em Las Vegas, Estados Unidos, em Novembro desse mesmo ano.

“Quero é Viver”, um tema original de António Variações escrito em 1983, voltou às bocas do mundo quase quatro décadas depois quando, no arranque de 2022, a sua interpretação na voz de Sara Correia serviu como tema do genérico da novela homónima difundida em horário nobre na TVI e que se revelou um tremendo sucesso de audiências, projectando ainda mais a voz da fadista que passou a ser presença nas listas de tendências das principais plataformas de streaming. Nesse mesmo ano, foi chamada ao palco dos Prémios Play para se apresentar ao lado de Paulo Flores, grande referência  do semba de Angola aí distinguido com o Prémio da Lusofonia.

Também em 2022, e com o mundo a assistir com o coração nas mãos à guerra na Ucrânia, Pedro Abrunhosa chamou Sara Correia para participar em “Que o Amor te Salve nesta Noite Escura” por ocasião do concerto solidário Uma Voz pela Paz. Bem dizia Sara que o fado se revela na dor e esse momento demonstrou isso mesmo. A convite de Capicua e com Jimmy P, Phoenix RDC e Stereossauro por companhia, Sara participou igualmente num dos mais criativos projectos desse ano, a homenagem a Sérgio Godinho que recebeu o título SG Gigante e que trouxe o reportório do celebrado cantautor para os terrenos da modernidade hip hop.

Chegada a 2023, Sara Correia deu voz às “Bocas do Mundo” cruzando mais uma ponte ao juntar-se ao “cantante” de flamenco Israel Fernández. Lançou dessa forma um ano que promete muito mais. “Chelas”, primeiro dos singles do novíssimo álbum Liberdade que sairá ainda durante o corrente ano, abre caminho a um trabalho que Sara garante ser exactamente o que queria fazer neste momento: “tive todo o tempo do mundo para estar em estúdio, falei muito com o Diogo sobre o que queria fazer e ele ouviu-me até ao fim”. Este será, portanto, um álbum de afirmação em que Sara se mostra como nunca. “Sou mesmo eu ali”, garante. Sobre “Chelas” ela esclarece que é quase como um filme sobre as suas raízes: “a casa da minha avó, da minha mãe, o bairro onde joguei à bola. Ver isso transformado numa canção deixa-me muito feliz”. Uma felicidade que se sente na voz de uma fadista que o mundo já aprendeu a aplaudir: Sara Correia.

2023 trouxe igualmente a estreia de Sara Correia como mentora do The Voice Portugal. Primeiro no The Voice Gerações, depois no The Voice Portugal, onde fez um percurso notável com atuações que rapidamente se tornaram virais.

Em 2024 a fadista esgotou quatro Coliseus, três em Lisboa, a 9, 10 e 11 de março e um no Porto, a 22 de março, num claro sinal que é uma força maior do Fado. O ano viu igualmente momentos marcantes como o convite da Rádio Comercial para interpretar ao vivo no Quartel do Carmo em Lisboa a senha da revolução, “E Depois do Adeus”, mas também a maior tour de sempre da carreira da fadista, com mais de 80 datas marcadas, em Portugal e fora de portas. A 10 de outubro, “Chelas” com Gloria Groove é lançado, após uma atuação fulgurante no palco do NOS Alive 2024, e é anunciada a reedição do aclamado álbum “Liberdade” numa edição especial, em CD duplo, incluindo a gravação do Coliseu do Porto ao Vivo e a inclusão de canções lançadas entretanto e que descobrem nova casa neste disco.

(in Universal Music)


PT BIO

PORTUGUÊS

Desde muito cedo que Sara Correia é presença habitual nas melhores casas de fado da cidade. E, por isso, canta com a propriedade e força de quem cresceu no fado. Agora prepara-se para lançar o seu primeiro álbum, intitulado “Sara Correia”. “Tenho uma identificação muito grande com os temas que constroem este disco, revejo-me em todas as histórias e elas definem-me enquanto fadista. Por isso, decidi intitulá-lo com o meu nome próprio”, explica a fadista.

Vive o fado desde criança. O facto de ter crescido numa família fadista ajudou a que desde cedo vivesse rodeada de música e de músicos e a viver essa vida de uma forma bastante natural. “Foi tudo tão rápido. Eu vou aos fados desde muito menina, tenho família fadista e comecei a cantar desde cedo”, lembra. Ainda assim, houve um momento que foi particularmente marcante neste início de percurso e que a levou a decidir que se ia dedicar por inteiro ao fado. “Quando participei e venci a Grande Noite do Fado de Lisboa, senti que era isto que queria fazer”, recorda.

Sara Correia tinha apenas 13 anos quando se consagrou vencedora da Grande Noite do Fado e, logo de seguida, é convidada para cantar numa das casas de fado mais míticas da cidade, a Casa de Linhares. Aí teve o privilégio de cantar e aprender ao lado de grandes nomes do fado, nomeadamente Celeste Rodrigues, Jorge Fernando, Maria da Nazaré, entre outros. Todos eles “foram e serão sempre a escola de se ser fadista”, afirma Sara.

Aliás, para si a experiência da casa de fados é fundamental. “Pisar casas de fado é muito importante, obrigatória, a meu ver. É onde se ganha a mão do canto, onde ganhamos a nossa identidade, a encarar as noites após noites a cantar como a coisa mais séria da nossa vida. Todas as grandes fadistas de hoje e de sempre tiveram a casa de fados como raiz”.

Cresceu e aprendeu a ouvir Amália Rodrigues, “fadista inteira” que tanto a inspirou no caminho que traçou até hoje, em todas as suas vertentes, mas Sara Correia tem também como referências outras grandes vozes, como Fernanda Maria, Beatriz da Conceição e Hermínia Silva.

Além das casas de fado, atuou em palcos célebres como o Centro Cultural de Belém, os festivais Caixa Alfama e Caixa Ribeira e foi convidada para cantar no Concerto por um Novo Futuro, na maior sala de espetáculos do país, a Altice Arena.

Recentemente, o seu talento captou a atenção do realizador francês Joel Santoni, que a convidou a cantar o “Grito”, de Amália Rodrigues, para a sua série “Une famille formidable”. Foi ainda convidada por Diogo Varela Silva a participar no seu próximo filme, “Alfama em Si”, retratando a Severa, personagem histórica que é um verdadeiro símbolo do fado, integrando um elenco composto por alguns dos melhores artistas portugueses.

Agora prepara-se para, finalmente, lançar o seu muito aguardado álbum de estúdio, um projeto criado em parceria com o produtor Diogo Clemente. Participam ainda músicos como Ângelo Ferreira – “que é sem dúvida um génio da guitarra portuguesa desta geração” –, o mestre Marino de Freitas no baixo, Vicky Marques nas percussões e Ruben Alves no piano.

O amor, a tristeza, a saudade, a alegria, a cidade de Lisboa, a nossa portugalidade, todas estas histórias intensas são cantadas e contadas da forma sincera e fadista que caracteriza o canto de Sara Correia.
Para o futuro espera continuar a fazer aquilo que mais gosta: cantar e partilhar isso com o mundo. “Sou inteiramente feliz quando canto. Por trabalhar ao lado de pessoas que eu admiro e com quem eu tanto aprendo todos os dias é, sem dúvida, um privilégio. Espero poder viver muitas experiências ao lado de grandes profissionais e de todos os músicos e públicos que se irão cruzar na minha vida”.

O promissor álbum de estreia de Sara Correia tem lançamento marcado para o primeiro trimestre de 2018 e a fadista será uma das grandes apostas para este ano da Universal Music Portugal, a editora que tem créditos provados no fado com nomes como Carlos do Carmo, Ana Moura, António Zambujo, Cristina Branco ou Marco Rodrigues.

Contactos Sara Correia

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